Dilma é chamada de “dama de ferro” pela imprensa francesa

RFI

A eleição da petista Dilma Rousseff para a presidência do Brasil continua sendo destaque dos principais jornais franceses desta terça-feira. Os principais jornais do país trazem artigos de página inteira revelando aos seus leitores a personalidade da presidenta eleita brasileira.

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O jornal de tendência socialista Libération apresenta a petista como uma mulher durona, de temperamento explosivo, mas que se emocionou quando fez seu primeiro discurso neste domingo, depois de ter sido eleita presidente do Brasil. Com lágrimas nos olhos, Dilma Rousseff admitiu, humildemente, que vai seguir a política de Lula, diz Libê. O jornal afirma, ainda, que Dilma é pouco carismática e que, até pouco tempo atrás, era completamente desconhecida do eleitorado brasileiro.

Para ilustrar o temperamento de Dilma Rousseff, Libê diz que nos corredores do Palácio do Planalto era comum escutar a ex-ministra repreender e até mesmo humilhar seus colaboradores. O jornal considera, entretanto, que Dilma não será o fantoche de Lula. Para Libération, os eleitores brasileiros descobriram, durante os debates presidenciais, uma candidata combativa.

O jornal conservador Le Figaro também traz matéria de uma página sobre Dilma Rousseff, em que retraça a ascensão política da presidente eleita, desde seu encontro com Lula, em 2002, quando ainda era secretária de Energia do Rio Grande do Sul, até assumir a pasta de chefe da Casa Civil, após o escândalo do mensalão que levou ao afastamento de José Dirceu, em 2005.

Ao jornal também não escapam o passado revolucionário de Dilma, os anos em que passou na prisão, a luta contra o câncer e a cirurgia plástica que, segundo Le Figaro, serviu para dar um rosto mais humano e doce à dama de ferro. O jornal conclui afirmando que Dilma Rousseff ainda é um enigma para a maioria da população brasileira. A futura presidente terá, agora, que existir à sombra do presidente mais popular da história do Brasil, afirma o jornal conservador.

O jornal católico La Croix diz que o Brasil está vivendo uma segunda revolução. Depois da eleição de um metalúrgico para a presidência, agora é a vez de uma mulher, diz o jornal. La Croix considera que Dilma foi eleita com um programa simples, ou seja, o de dar continuidade às políticas que vinham sendo desenvolvidas pelo presidente Lula.
 

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