Presidência de Sarkozy no G20 será teste antes das eleições francesas de 2012

O presdiente francês, Nicolas Sarkozy
O presdiente francês, Nicolas Sarkozy Reuters

Os próximos desafios do presidente da França, Nicolas Sarkozy, cujo governo bateu recordes de rejeição em meio à série de manifestações contra a reforma da aposentadoria, ganham destaque nas capas dos principais jornais franceses desta segunda-feira.

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"Depois de impôr sua reforma da previdência, uma vitória com gosto amargo, Sarkozy precisará reconquistar a opinião pública antes das eleições presidenciais de 2012", escreve o econômico Les Echos. Para isso, ele precisa contar com um bom desempenho à frente da presidência rotativa do G20, que se inicia no fim desta semana em Seul, durante a cúpula que reúne representantes dos 20 países com as maiores economias do mundo.

Segundo o Les Echos, além do G20, Sarkozy tem outros dois desafios: remanejar seu gabinete ainda este mês, com mudanças em parte da equipe ministerial, e apresentar projetos sociais, sobretudo para estimular o emprego de jovens.

Análise parecida é feita pelo jornal Libération, que apresenta um jogo de palavras em seu título. "Sarkozy tem dezoito meses para evitar a aposentadoria", ou seja, a dele próprio da vida política. Le Figaro afirma que a presidência francesa do G20 durante doze meses será determinante não só para as questões diplomáticas, como também para a política interna do país.

Emergentes no FMI

Nas páginas de economia do Le Figaro, destaque para a aprovação, na última sexta-feira, da reforma do Fundo Monetário Internacional pelo seu conselho de administração, que dá mais voz às potências emergentes, como o Brasil, a China e a India. A reforma prevê a duplicação das cotas para aumentar o capital do FMI para 750 bilhões de dólares.

O jornal explica que, nesta redistribuição, enquanto a França e a Grã-Bretanha cedem cada um 18% de seus direitos de voto, o Brasil e a China aumentam a metade de suas participações. O Brasil passa de 1,4% para 2,2% e a China, de 2,9% para 6,1%.

"Esta é uma reforma histórica, pois finalmente os dez primeiros acionistas do fundo representam realmente os dez países com as maiores economias mundiais", disse o diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

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