Imprensa

Jornais comentam mudanças no governo francês e abertura do G20

Segundo Le Figaro, o primeiro-ministro François Fillon tem grandes chances de se manter no cargo.
Segundo Le Figaro, o primeiro-ministro François Fillon tem grandes chances de se manter no cargo. 图片:法新社

Poucos jornais circulam neste feriado de 11 de novembro. Os franceses comemoram hoje o Armistício que encerrou a Primeira Guerra Mundial. Os diários dão destaque às mudanças que serão feitas na equipe de governo, à polêmica sobre o uso de escutas telefônicas e à abertura do G20 na Coreia do Sul.

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Em sua manchete principal, Le Figaro informa que o primeiro-ministro François Fillon tem grandes chances de ser mantido no cargo pelo presidente Nicolas Sarkozy, que deve anunciar em breve mudanças na sua equipe de governo. Mas o jornal conservador alerta que uma surpresa de última hora ainda é possível. Entre os candidatos ao posto, estão o ministro da Ecologia e da Energia, Jean-Louis Borloo, o ministro do Orçamento e das Contas Públicas, François Baroin, e Luc Chatel, ministro da Educação e porta-voz do governo. Para Le Figaro, manter Fillon como primeiro-ministro seria uma maneira de tranquilizar o eleitorado de direita e os parlamentares da UMP, o partido do governo. Em seu caderno de economia, o jornal destaca o início da cúpula do G20 na Coreia do Sul e traz uma entrevista com Christian Noyer, diretor do banco central da França.

"Hortefeux leva um puxão de orelhas", diz a manchete de Libération. O diário de esquerda informa que segundo um documento confidencial revelado ontem, os serviços do primeiro-ministro pediram a Brice Hortefeux, ministro do Interior, que respeite as regras legais sobre escutas telefônicas. A advertência foi feita depois que vários jornalistas afirmaram que suas chamadas telefônicas foram monitoradas por ordem do governo. Libération se pergunta se a proteção das fontes dos jornalistas é respeitada pelo governo de Nicolas Sarkozy. O jornal também dá destaque às discussões dos países do G20, que representam 90% da economia mundial. Para Libération, a guerra cambial pode impedir que se chegue a resultados concretos no encontro em Seul.

Já o tablóide popular Le Parisien explica aos seus leitores como são definidos os preços dos produtos alimentares comprados nos supermercados e por que eles não baixam sistematicamente quando o custo das matérias-primas agrícolas diminui.
 

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