Airbus

Jornal aponta risco de defeitos no sistema elétrico dos Airbus A320

Depois dos problemas com o modelo A380 (foto), a Airbus prepara alerta sobre risco de defeito no A320.
Depois dos problemas com o modelo A380 (foto), a Airbus prepara alerta sobre risco de defeito no A320. Reuters

Depois dos problemas com os motores dos superaviões A380, a Airbus vai alertar companhias aéreas do mundo todo sobre riscos de defeitos no sistema elétrico dos modelos A320. A informação foi revelada pelo jornal americano Wall Street Journal. O A320 é o segundo avião mais vendido no mundo depois do Boeing 737.

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Segundo o jornal americano Wall Street Journal, a Airbus vai enviar a todos os seus clientes no mundo um alerta sobre risco de defeitos no sistema elétrico nos modelos da linha A320. Sem citar fontes, o jornal explica que o motivo do alerta é o incidente ocorrido no voo Cartum-Beirute, em um Airbus A321 da Lufthansa, em 24 de agosto passado, com 49 passageiros a bordo. Em pleno voo, todos os comandos e as telas de controle se apagaram durante vários minutos, sem obedecer às ordens dos pilotos. O comando do avião foi transferido para um sistema de segurança auxiliar. Depois de analisar o caso, a agência britânica encarregada de investigar acidentes aéreos recomendou à Airbus que prevenisse todos os seus clientes sobre o risco de defeito e as medidas que estão sendo tomadas para resolver o problema. Atualmente, a Airbus prepara o texto do comunicado.

O A320 é o segundo avião mais vendido no mundo depois do Boeing 737. No passado, o A320 também registrou problemas com as sondas Pitot, equipamento que mede a velocidade dos aviões. O congelamento das sondas Pitot é apontado como a possível principal causa da queda do Airbus A330 da Air France, no voo Rio Paris, que matou 228 pessoas em maio em 2009.

Rolls-Royce identifica defeito no motor do superjumbo A380

O construtor britânico Rolls-Royce identificou o problema que causou o incidente com o A380 da companhia australiana Qantas, que fez um pouso de emergência no dia 4 de novembro, em decorrência de um incêndio em um de seus quatro motores. Rolls-Royce aponta que a avaria detectada refere-se especificamente ao motor Trent 900, que afetou uma parte da turbina. O problema causou um vazamento de óleo e, por consequência, o incêndio.

Rolls-Royce declarou que, com a cooperação da Airbus, a peça defeituosa está sendo substituída em todos os motores Trent 900 que equipam os superaviões A380 das companhias Qantas, Singapura Airlines e Lufthansa.

Por medida de precaução, Qantas e Singapura Airlines deixaram no solo seus A380 até tudo estar resolvido. Quanto à Lufthansa, a companhia alemã não imobilizou sua frota, mas substituiu o reator de um dos seus A380 na madrugada de quarta-feira e constatou que não houve mais vazamento de óleo.

A versão eletrônica em português do Wall Street Journal lembra que as atuais dificuldades da Rolls-Royce com os aparelhos A380 lembram os problemas de engenharia e de imagem que a indústria de motores britânica enfrentou cerca de uma década atrás, quando teve de reagir a defeitos inicialmente difíceis de explicar no que então eram suas turbinas mais avançadas, que equipavam inclusive jatos da Embraer.

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