Terrorismo

Somália lidera ranking de risco terrorista, segundo consultoria britânica

Grupo islamita armado circula no distrito de Huriwaa, ao sul da capital Mogadíscio, na Somália.
Grupo islamita armado circula no distrito de Huriwaa, ao sul da capital Mogadíscio, na Somália. Reuters

A consultoria britânica Maplecroft, especializada em avaliação de riscos mundiais, publicou nesta segunda-feira o seu relatório sobre os novos índices de risco terrorista. A Somália encabeça a lista; a França aparece em 44° lugar.

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A Somália pulou quatro posições e é atualmente o país mais exposto ao terrorismo, superando o Paquistão, que ficou em segundo, o Iraque, em terceiro e o Afeganistão, em quarto lugar. O país, que fica na costa leste da África registrou 556 atos terroristas entre junho de 2009 e junho deste ano. Nesse período, 1.437 pessoas morreram e mais de 3.400 ficaram feridas, segundo o relatório.

O terror na Somália tem como principal origem o grupo extremista islâmico al-Shabaab, que reivindicou uma série de atentados. O Yêmen entrou pela primeira vez na categoria de "riscos extremos". Tornou-se o nono da lista pelo aumento significativo do número de terroristas em seu território. De lá partiram, em outubro, os pacotes com bombas disfarçadas dentro de impressoras com destino aos Estados Unidos.

Entre os 196 países analisados pela Maplecroft, empresa especializada em identificar riscos naturais e para a segurança humana, a Grécia teve a queda mais forte, 32 posições, e superou a Espanha como país europeu mais ameaçado. Foram mais de 180 ataques no período estudado, o que faz do país o 24° mais exposto ao terror. Algumas das grandes economias ocidentais são consideradas de "risco médio". Na lista, os Estados Unidos estão na posição 33 e a França, 46.

O índice de risco de terrorismo é calculado todos os anos com base no número e na intensidade dos ataques bem como no histórico do país. Ele fará parte do Atlas de Risco Político Mundial de 2011.

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