Meio ambiente

Reunião em Paris discute cotas de pesca do atum vermelho para 2011

Manifestação do Greenpeace em frente ao ministério da Agricultura francês contra a pesca do atum vermelho no dia 10 de novembro de 2010.
Manifestação do Greenpeace em frente ao ministério da Agricultura francês contra a pesca do atum vermelho no dia 10 de novembro de 2010. Reuters

Representantes dos 48 países membros da Iccat, a Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico, que inclui o Mediterrâneo, se reúnem a partir desta quarta-feira em Paris para fixar as cotas de pesca do peixe para 2011. A reunião deverá ser o palco de uma nova batalha entre ONGs ambientalistas e países pescadores de atum vermelho.

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Segundo ONGs ambientalistas,  os estoques de atum vermelho podem desaparecer de regiões como o mar Mediterrâneo se a pesca não for regulamentada e restrita.

A Comissão Europeia chegou a propor a redução pela metade das cotas de pesca no mundo. A ideia era reduzir a cota autorizada de 13,5 mil toneladas em 2010 para 6 mil toneladas em 2011. Mas Bruxelas teve que voltar atrás devido à resistência de países como França, Itália, Espanha, Grécia e Portugal, que são contrários à redução das cotas, temendo efeitos nefastos sobre a indústria da pesca.

O ministro francês da Agricultura e da Pesca, Bruno Le Maire, declarou na semana passada que a manuntenção dessa cota de 13,5 mil toneladas - sendo 2, 02 toneladas para a França - permitiria "garantir o bom equilíbrio entre os respeito do recurso natural e a defesa dos interesses dos pescadores franceses".

As vésperas da reunião da Icatt, quatro das principais ONGs ambientalistas do mundo, entre elas Greenpeace e WWF, lançaram um apelo pedindo a suspensão da pesca industrial do atum vermelho. Segundo elas, os estoques da atum no mundo diminuiram 85% em 30 anos.

Os representantes dos países membros do Iccat  ficarão reunidos na capital francesa até o dia 27 de novembro. 

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