Imprensa dividida sobre o anunciado fim do imposto sobre a fortuna na França.

Primeira reunião do governo depois da reforma ministerial.
Primeira reunião do governo depois da reforma ministerial. Reuters

A nova reforma fiscal prometida pelo presidente Nicolas Sarkozy é analisada pelos principais jornais franceses desta quinta-feira. O presidente francês confirmou na quarta-feira sua intenção de acabar com o imposto sobre a fortuna e com o dispositivo fiscal que limita o pagamento de impostos a no maximo 50% da renda dos contribuintes, dipositivo chamado na França de escudo fiscal.

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Essa reforma fiscal irá custar 3 bilhões de euros aos cofres públicos, calcula o Les Echos. O jornal econômico prevê que o governo deverá encontrar novas fontes de receitas para equilibrar sua reforma. Mas a margem de manobra do governo para aumentar a pressão fiscal sobre os contribuintes a apenas um ano da eleiçao é pequena, afirma o Les Echos.

O Le Figaro, traz algumas pistas para encontrar as receitas necessárias e que serão detalhas numa nova lei, em meados de 2011. Segundo o jornal conservador, governo e parlamentares da situação estudam, por exemplo, criar uma nova alíquota de 45% no imposto de renda ou pensam em dobrar o imposto sobre a renda do capital.

Libération revela que os deputados socialistas, que criticam a medida, querem subistituir o imposto sobre a fortuna com um novo imposto sobre o patrimônio.

L'Humanité acusa o governo de oferecer três bilhões de euros aos mais ricos do país. Para o La Croix, o presidente Sarkozy assume com essa guinada fiscal um risco antes das eleições presidenciais. O jornal católico lembra que a opinião pública francesa é majoritarimente contra a supressão do imposto sobre a fortuna.

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