Preocupação do Vaticano com islamismo radical é destaque na imprensa francesa

Manchete do jornal francês Le Figaro, Bento 16 se preocupa com a radicalização do islã.
Manchete do jornal francês Le Figaro, Bento 16 se preocupa com a radicalização do islã. RFI

A preocupação do papa Bento 16 com o islamismo radical ilustra a manchete principal do jornal francês Le Figaro. O diário conservador dedica uma página inteira sobre o encontro do Sumo Pontífice com 203 cardeais que visa discutir questões cruciais para a Igreja Católica, entre elas a relação com o Islã.

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Na reportagem, Le Figaro explica que há pouco mais de um mês o islã radical preocupava a Santa Sé, mas apenas no papel. Preocupação que virou confronto após o atentado, reivindicado pela rede Al-Qaeda no Iraque, contra uma Igreja Católica de Bagdá que deixou 53 mortos. Le Figaro informa ainda que outros temas fazem parte da agenda: as relações com os anglicanos e protestantes, a crise da pedofilia na Igreja e um reforma litúrgica da missa.

 

Resistência

 

O econômico Les Echos dedica sua manchete ao debate na Europa sobre a crise na Irlanda, país que segundo o jornal, não tem mais condições de recusar a ajuda financeira proposta por seus parceiros que pode chegar a 80 bilhões de euros. O governo irlandês evita recorrer ao pacote antes de 25 de novembro, data de eleição de membros do parlamento, mas a resistência enfraquece e tem poucas chances de durar, sugere o Les Echos.
O Libération pergunta em sua capa se é melhor acabar com as notas no ensino fundamental francês. Um abaixo-assinado firmado por 20 personalidades pede o fim da avaliação por notas nesta fase de ensino. Em editorial, o Libé escreve que a proposta tem o mérito de forçar o debate sobre um sistema educativo ultraseletivo que prefere sancionar o fracasso a valorizar o sucesso dos estudantes.
O católico La Croix repercute o compromisso assumido pelo presidente Sarkozy de aumentar o financiamento para a assistência às pessoas dependentes, como os idosos. Em tempos de orçamento restrito, o governo terá que encontrar soluções para arrecadar 5 bilhões de euros suplementares para confortar os necessitados e suas famílias, escreve o La Croix.
 

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