Aeroportos

Les Echos anuncia risco de caos aéreo no Brasil no final do ano

Les Echos informa que uma grande companhia brasileira vendeu 10 mil passagens extras sem ter os voos confirmados.
Les Echos informa que uma grande companhia brasileira vendeu 10 mil passagens extras sem ter os voos confirmados. Reuters/Heinz-Peter Bader

Em sua edição desta quarta-feira, 24 de novembro, o jornal especializado em economia Les Echos previne os franceses contra um possível caos aéreo no Brasil durante o período de festas do final do ano.

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O jornal francês comenta com preocupação a advertência feita esta semana pela IATA, a Associação Internacional do Transporte Aéreo, de que o Brasil não realiza as obras de infraestrutura necessárias para dar conta do aumento do tráfego aéreo, estimado em mais de 20% ao ano.

Les Echos cita as declarações contraditórias das autoridades brasileiras. O jornal explica que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, reagiu à advertência da IATA dizendo que a entidade faz terrorismo para defender os interesses das companhias aéreas. Mas o ministro do Esporte, Orlando Silva, confirma atrasos no calendário de obras da Infraero. "Ou se acelera a modernização dos aeroportos ou o Brasil corre o risco de ser humilhado durante a Copa do Mundo de 2014", admitiu o ministro, citado por Les Echos.

O jornal alerta para o risco de greves e caos aéreo durante o período de festas, no final do ano. Les Echos reproduz as notícias publicadas na imprensa brasileira, de que uma grande companhia aérea local teria vendido 10 mil passagens extras sem ter obtido a autorização oficial para a abertura de voos suplementares. O diário francês afirma que dos 67 aeroportos administrados pela Infraero, os mais críticos são os do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Crise na zona euro domina manchetes

As manchetes dos jornais franceses desta quarta-feira são dedicadas à crise financeira na zona euro. Le Figaro afirma em letras garrafais que a crise na Irlanda coloca o euro em perigo. Les Echos acrescenta que, apesar do anúncio do pacote de ajuda da União Europeia e do FMI, economias periféricas como Portugal e Espanha correm o risco de desabar. Segundo o diário, o mercado de títulos do Tesouro desses países já não tem mais compradores, só o Banco Central Europeu, o que pressiona para cima as taxas de juros e prejudica o refinanciamento das dívidas dos Estados.

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