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O Mundo Agora

A democracia passou a ser uma necessidade para a África

Áudio 05:00
Soldados em Abidjan, na Costa do Marfim
Soldados em Abidjan, na Costa do Marfim
Por: Alfredo Valladão
7 min

Se não é uma revolução é quase. Pela primeira vez, um grupo regional de Estados ameaça um Estado membro com uma intervenção militar para defender a democracia. A Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste, a CEDEAO, decidiu torcer seriamente o braço do presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, para convencê-lo a deixar o poder de maneira pacífica. É verdade que Gbagbo pisou na bola feio. Depois de perder claramente eleições presidenciais razoavelmente transparentes e monitoradas pela ONU, decidiu, sem mais nem menos, permanecer no poder, invalidando o voto de regiões inteiras do país favoráveis à ao seu opositor, Alassane Ouattara. A manipulação foi tão descarada e cínica que não foram só os Estados Unidos e a Europa que condenaram esse golpe “desde o Estado”. O Conselho de Segurança da ONU, unânime, intimou as autoridades da Costa do Marfim a acatar o resultado da eleição, reconhecendo claramente Ouattara como vencedor, ameaçando recorrer a sanções para quem desrespeitasse o voto. Mas a reação mais importante foi sem dúvida a da União Africana e sobretudo dos vizinhos membros da CEDEAO. Pela primeira vez, uma organização regional admite a possibilidade de utilizar a força armada legítima para garantir um pleito democrático. Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.  

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