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Jornal francês cita favela Santa Marta como exemplo de melhoria na segurança

Artigo do jornal Libération relata vida da comunidade de Santa Marta dois anos depois da intervenção da polícia.
Artigo do jornal Libération relata vida da comunidade de Santa Marta dois anos depois da intervenção da polícia. RFI
Texto por: Ana Carolina Dani
3 min

O jornal de tendência socialista Libération traz hoje reportagem otimista de duas páginas sobre a favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, apontada como um exemplo de boa gestão e melhoria da segurança.

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"Santa Marta, favela desarmada" é o título do artigo que relata a estratégia utilizada pelos governos estadual e federal para tentar reduriz o crime no local.

"Há dois anos, afirma o Libê, o exército brasileiro ocupou a favela Santa Marta, um dos bastiões do tráfico no Rio de Janeiro. Hoje, seus 100 mil habitantes vivem em relativa calma, sob controle policial", diz o Libê.

O enviado especial do jornal ao Rio de Janeiro abre o artigo relatando o que chama de cena de novela : um turista americano, com uma latinha de coca-cola na mão, passeia pelo local, guiado por um moleque da favela. "Em Santa Marta, este ano, 2.791 turistas, a maioria estrangeiros, visitaram a favela", explica, ao Libê, a major Priscilla de Oliveira Azevedo.
E ela que está a frente da chamada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), projeto desenvolvido pela secretátria estadual de segurança do Rio para instituir polícias comunitárias em favelas, principalmente na capital do estado, como forma de desarticular quadrilhas e os narcotraficantes.

Para o Libê , a experiência teve êxito. O jornal traz depoimentos de moradores da comunidade que afirmam não terem mais medo de "beber um café na varanda" de suas casas sem receberem uma bala na cabeça.

Também cita as melhoria da infra-estrutura de Santa Marta, "que tem hoje rede de distribuição de agua potável, rede elétrica e até teleférico". Em compensação, afirma o jornal, a polícia exerce um controle estrito da vida dos moradores locais.

O Libê conclui a reportagem afirmando que, nos primeiros setes meses deste ano, o Rio de Janeiro registrou a menor taxa de homicídios dos últimos 19 anos. Mas lembra que as autoridades têm ainda muito o que fazer.

"Para dimunuir a criminalidade, principalmente nas 44 favelas situadas perto das instalações que vão acolher a Copa do Mundo, em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, o governo do Rio promete contratar 25 mil novos policiais, afirma o Libê.
 

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