França/Terrorismo

Ameaças contra França demonstram enfraquecimento de Ben Laden, diz jornal

Oussama Ben Laden.
Oussama Ben Laden. Reuters

As ameaças feitas pelo chefe da rede terrorista Al Qaeda contra a França e o presidente Nicolas Sarkozy não mudaram a disposição do governo francês de seguir com sua estratégia no Afeganistão e fizeram a imprensa do país questionar a motivação e a influência atual de Ossama Ben Laden. 

Publicidade

A nova mensagem do chefe da rede terrorista Al Qaeda à França é o principal destaque do jornal conservador Le Figaro que circula neste sábado. Ben Laden ameaça matar os reféns franceses no Afeganistão avisa o diário em sua manchete. Na mensagem de áudio, divulgada através da rede de tevê Al Jazira, Ben Laden condiciona o destino de dois jornalistas sequestrados há mais de um ano no Afeganistão à retirada das tropas francesas do país.

Segundo um especialista ouvido pelo Le Figaro, esta segunda mensagem em menos de 3 meses feita diretamente à França mostra que o país virou um alvo global dos terroristas islâmicos, assim como os Estados Unidos.

Para o jornal Libération, Ben Laden tenta com essas ameaças recuperar prestígio já que ele tem atualmente uma influência limitada no Afeganistão. A análise do Libé é que a presença da Al-Qaeda entre os rebeldes afegãos se resume a dezenas de combatentes e o chefe da rede terrorista ameaça com palavras para compensar sua incapacidade de ação.

Ossama Ben Laden dá a imprensão de legitimar as declarações dos talibãs, que o hospedam e protegem em solo afegão e acusaram os dois jornalistas franceses de espionagem.  O líder da Al Qaeda divulga a mensagem contra a França no momento em que rumores garantem que o mulá Omar, líder dos talibãs, foi vítima de uma parada cardíaca, explica o Libération.

China

O Le Monde dedica sua manchete principal à economia da China, país onde a demanda interna está provocando uma grande reviravolta no comércio mundial. Depois de abastecer o planeta, desde as marcas mais caras do prêt-à-porter até os produtos mais baratos, os chineses estão trabalhando para satisfazer a explosão de seu mercado interno.

Le Monde lembra que entre janeiro e agosto do ano passado a venda de sapatos e roupas cresceu 23,7% no país. Os custos de fabricar em solo chinês aumentaram entre 30 e 40% por isso as grandes empresas americanas e europeias estão buscando outros países com mão-de-obra mais barata como o Camboja, Vietnã e Índia, afirma o vespertino francês.

O jornal cita uma pesquisa feita por uma empresa de consultoria americana que revela: nos próximos 10 anos, o número de consumidores chineses das classes média e alta vai saltar de 150 milhões para 400 milhões de pessoas.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.