Air France/AF 477

Air France recebe novo relatório sobre segurança nos aviões

Especialistas darão recomendações para otimizar as condições de segurança dos aviões da Air France.
Especialistas darão recomendações para otimizar as condições de segurança dos aviões da Air France. Philippe Delafosse / AF

O documento, realizado por uma missão de investigação independente, foi entregue na tarde desta segunda-feira. A empresa diz que não há relação direta entre o relatório e o crash do voo Rio-Paris AF447, que causou a morte de 228 passageiros e tripulantes em maio de 2009.

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A direção e os sindicatos do grupo Air France-KLM receberam nesta segunda-feira o relatório encomendado em dezembro de 2009 a uma missão de investigação externa, composta por oito peritos internacionais e independentes em segurança aérea. Com 35 recomendações, o estudo elaborado durante o ano passado interessou-se pelos procedimentos de controle interno, processos de decisão e práticas que possam ter impacto na segurança dos voos. Participaram da missão um ex-engenheiro-chefe da construtora norte-americana Boeing, um ex-funcionário da aviação civil dos Estados Unidos, o atual diretor de segurança da companhia australiana Qantas e um especialista da universidade norte-americana de Ohio.

A direção da Air France divulgou um comunicado comentando o relatório. A empresa ressalta que o documento não mostra nenhum desvio da Air France em relação à aplicação de regulamentos de segurança em vigor. O relatório não terá seu conteúdo divulgado externamente.

AF447 Rio-Paris

A companhia aérea explicou à Radio Franca internacional que a realização do estudo não tem ligação direta com as investigações sobre o acidente com voo AF 447, que matou 228 pessoas em maio de 2009, na rota Rio-Paris. O objetivo do estudo, segundo a empresa, foi para assegurar o respeito das normas de segurança e elevar algumas delas.

Até hoje, as causas do acidente não foram esclarecidas, mas o BEA - Agência francesa encarregada das investigações - considera que as sondas de velocidade Pitot, que estavam com defeito no AF447, possam ter contribuído para o acidente. A tragédia provocou um clima de desconfiança por parte dos sindicatos de pilotos da Air France, que denunciaram a negligência em matéria de segurança. Foi nesse contexto que a diretoria pediu um estudo interno à missão de especialistas.

A assessoria de imprensa da empresa não quis dar detalhes sobre as recomendações do relatório. Air France declarou apenas que se compromete a adotar rapidamente a maior parte das indicações, seguindo um calendário ainda a ser definido. Ainda de acordo com a companhia aérea, várias orientações preliminares já foram aplicadas, como a criação de um comitê de segurança de voos e de uma campanha de observações durante os trajetos.

No Brasil, a quarta etapa de buscas dos destroços começa em fevereiro, no Recife. Até agora, as caixas pretas do avião não foram encontradas.
 

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