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Facebook emerge como ferramenta de mobilização nas revoluções do mundo árabe

Áudio 13:18
Redes sociais contribuíram na queda do governo da Tunísia.
Redes sociais contribuíram na queda do governo da Tunísia. Reuters

O movimento popular na Tunísia que culminou na queda do ditador Ben Ali no dia 14 de janeiro, depois de 23 anos no poder, se propagou pelo Facebook e ganhou força graças à presença massiva dos jovens na rede. De acordo com dados recentes, cerca de 25% dos tunisianos tem uma conta no Facebook. A imagem do jovem Mohamed Bouazizi ateando fogo ao próprio corpo em Sidi Bouzid tornou-se no símbolo da revolta do povo e ganhou o mundo através da Internet, conectando cidadãos em diversos países. Bouazizi , um jovem vendedor de legumes que sustentava uma família de 9 pessoas, transformou-se no novo "Che" da Tunísia e sua fotos substituiu os retratos de Ben Ali na Tunísia. O movimento tunisiano repercutiu no Egito. As autoridades logo perceberam o perigo que representava a Internet, e suspenderam o Twitter e Facebook. Com advento das redes sociais, as revoluções do século 21 ganham uma nova dimensão.