Líbia/Guerra

OTAN diz que escudos humanos usados pelas forças pró-Kadafi dificultam ação militar

Forças pró-Kadafi em Mizdah, a 180 km da capital Trípoli.
Forças pró-Kadafi em Mizdah, a 180 km da capital Trípoli. Reuters/Zohra Bensemra
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A oposição líbia acusa a OTAN de ter diminuído os ataques contra as forças do ditador Muammar Kadafi. O chefe militar dos rebeldes disse que se a Aliança Atlântica demorar mais uma semana para romper o cerco das forças pró-Kadafi a Misrata, será o fim da cidade. Recentes bombardeios das forças pró-Kadafi a Misrata deixaram pelo menos dois mortos e dezenas de feridos.  

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A OTAN já reagiu às críticas e disse hoje que vai fazer de tudo para proteger a população civil. A Aliança Atlântica afirma que se viu obrigada a reduzir os bombardeios para evitar perdas civis, uma vez que as forças pró-Kadafi utilizam civis como escudos humanos. O almirante britânico Russ Harding explicou nesta quarta-feira que as forças do regime líbio mudaram de tática nos últimos dias, se infiltrando nas ruas em carros banalizados e usando civis como escudos humanos. O almirante sublinhou as dificuldades de bombardear tanques posicionados em zonas residenciais.

O militar da OTAN reconheceu que as forças do regime avançam nesta quarta-feira em direção à Ajdabiya, cidade estratégica que está sob controle dos rebeldes. Se as forças kadafistas conseguirem reconquistar Ajdabiya, a cidade de Benghazi, berço da rebelião e sede do Conselho Nacional de Transição líbio, que representa os insurgentes, estará novamente ameaçada. 

As negociações para uma solução diplomática ao conflito na Líbia avançam a passos lentos. Kadafi está enfraquecido, mas se agarra ao poder.

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