Líbia/Guerra

Forças de Kadafi intensificam bombardeios em Misrata

Protesto contra o ditador líbio na Alemanha pede o fim dos massacres contra civis na Líbia.
Protesto contra o ditador líbio na Alemanha pede o fim dos massacres contra civis na Líbia. REUTERS/Thomas Peter
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Os combates entre insurgentes e forças do coronel Muammar Kadafi se intensificaram neste domingo em Misrata, apesar de o regime líbio ter anunciado na sexta-feira uma pausa nas operações contra os rebeldes. O senador republicano John McCain alertou o presidente americano, Barack Obama, de que uma demora na solução do conflito na Líbia pode favorecer a rede terrorista Al Qaida. 

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"É uma mentira" o anúncio de suspensão dos bombardeios contra a população de Misrata, declarou neste domingo o coronel Omar Bani, porta-voz militar do Conselho Nacional de Transição líbio, órgão que representa os insurgentes. Forças fiéis a Kadafi voltaram a bombardear com intensidade o centro de Misrata e três bairros residenciais, além de zonas próximas do posto de fronteira líbio-tunisiano de Dehiba, tomado pelos rebeldes na quinta-feira. 

Desde sábado, 36 pessoas morreram sob as bombas lançadas pelas forças do ditador, oito delas somente neste domingo. Os combates pelo controle de Misrata, única cidade do oeste da Líbia controlada pelos insurgentes, já fizeram centenas de vítimas nos últimos dois meses. 

Depois de visitar Benghazi neste fim de semana e encontrar-se com representantes do Conselho Nacional de Transição líbio, o senador republicano John McCain defendeu que os Estados Unidos tenham uma ação mais incisiva na Líbia. Na opinião de McCain, um impasse militar vai favorecer a Al Qaeda, experiência que os Estados Unidos já vivenciaram no Iraque e no Afeganistão. 

O senador americano defendeu que toda a comunidade internacional reconheça a legitimidade do CNT como única força política representativa do povo líbio. Até agora, só França, Catar, Itália e Gâmbia reconheceram o CNT como principal interlocutor político do país.
 

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