IMPRENSA

"Sou ultra-sarkozista", diz Carla Bruni em entrevista de quatro páginas ao Le Parisien

A esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu no Palácio do Eliseu seis leitores do jornal Le Parisien.
A esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu no Palácio do Eliseu seis leitores do jornal Le Parisien. leparisien.fr
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Pela segunda vez desde que se tornou primeira-dama da França, Carla Bruni Sarkozy aceitou fazer um bate-papo com leitores do jornal Le Parisien. A entrevista de quatro páginas está transcrita na edição desta segunda-feira, 2 de maio.

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Flávio Botelho, em colaboração para a RFI

A ex-modelo e cantora de 43 anos se declara ultra-sarkozysta e afirma que não é mais militante de esquerda. Bruni considera que dois mandatos de Sarkozy são suficientes. Ela ainda crê na reeleição, apesar dos baixos índices de popularidade do chefe de Estado francês.

Na entrevista ao Le Parisien, a primeira-dama francesa diz que quer ser lembrada por seu trabalho humanitário. Sobre a possibilidade de estar grávida, como foi noticiado semana passada, Bruni esquivou-se e afirmou não querer comentar o assunto para proteger o trabalho de seu marido.

Conflito na Líbia

O conflito armado entre favoráveis ao governo Kadafi na Líbia e a OTAN também é um dos principais temas das manchetes desta segunda-feira. O diário conservador Le Figaro chama de polêmicos os bombardeios da OTAN em Trípoli, após o anúncio da morte de um dos filhos do ditador líbio, Seïf al-Arab, e três de seus netos. Segundo o jornal, o conflito agora toma contornos pessoais, já que, segundo o porta-voz do governo do país, Moussa Ibrahim, os últimos ataques teriam sido direcionados para assassinar o ditador líbio, que estaria na residência bombardeada, mas teria escapado ileso. A OTAN apenas reconheceu ter atacado um prédio de controle e comando no bairro de Bab Azizia.

Já o jornal de esquerda Libération chama essa última investida da Aliança Atlântica de erro estratégico e um revés diplomático. Segundo o diário, a OTAN é uma máquina de perder guerras, pois considera a possível morte do filho de Kadafi "a falha a não ser cometida", já que ele não tinha nenhum papel político no governo líbio, ao contrário de seus outros cinco irmãos. Libération continua dizendo que o ganho militar imediato é zero e que, somente dentro de alguns dias, será possível saber se os ataques da OTAN foram um desastre ou não.

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