Crise do pepino afeta produtores europeus fora da Alemanha e da Espanha

Autoridades alemãs disseram que o atual surto da bactéria E-coli não foi causado por pepinos contaminados vindos da Espanha
Autoridades alemãs disseram que o atual surto da bactéria E-coli não foi causado por pepinos contaminados vindos da Espanha REUTERS/Francisco Bonilla

Ainda não há confirmação oficial sobre a origem da epidemia da bactéria intestinal letal E-coli, que já matou 16 pessoas (15 na Alemanha e uma na Suécia) e infectou mais de 1.200. Espanha e Alemanha se acusam mutuamente, mas não é apenas o setor agrícola destes países que sofre as consequências. A imprensa francesa desta quarta-feira relata que produtores de pepinos e outros legumes e verduras da França e de seus vizinhos já estão tendo prejuízos.

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O porta-voz da associação francesa dos pepinos, entrevistado pelo jornal Le Parisien, afirma que dois terços da colheita do legume deverão ficar sem compradores. "Nenhum problema específico foi detectado nos produtos franceses, mas o surto leva os consumidores a ter medo", diz ele. Apenas três casos suspeitos foram confirmados na França, em pessoas contaminadas que tinham estado na Alemanha recentemente.

O assunto virou capa do jornal Libération, que dá destaque às primeiras análises científicas que inocentam o pepino espanhol. Um epidemiologista de Berlim afirma que identificar a origem de uma epidemia em alimentos contaminados é como procurar uma agulha num palheiro.

Para tomar providências, a União Europeia convocou para os próximos dias uma reunião extraordinária em Bruxelas entre os ministros da Agricultura e do Consumo do bloco europeu.

Na editoria de economia, o jornal Les Echos traz uma reportagem do seu correspondente em São Paulo sobre a corrida pela direção do Fundo Monetário Internacional. Thierry Ogier informa que o Brasil recebe nesta quarta-feira a visita do candidato mexicano, Agustin Carstens, presidente do Banco Central do México, e, por enquanto, único concorrente da ministra da Economia da França, Christine Lagarde. O jornalista afirma que a visita da ministra a Brasília nesta semana serviu para que as autoridades brasileiras ficassem com menos reservas em relação a uma candidata europeia, já que Lagarde prometeu dar continuidade às reformas que aumentam a participação dos países emergentes no FMI.

 

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