Lucro de companhias aéreas está em queda livre

Os benefícios das companhias aéreas em queda é destaque nos jornais franceses Les Echos et Le Figaro
Os benefícios das companhias aéreas em queda é destaque nos jornais franceses Les Echos et Le Figaro Reuters/ RFI

Os jornais franceses desta terça-feira, 7 de junho, destacam os prejuízos acumulados pelas companhias aéreas. Após superar a crise financeira internacional de 2007-2008, o setor aéreo registrou uma melhora em 2010, mas a alta nos preços do petróleo, logo em seguida, reduziu o lucro das companhias à metade, segundo o jornal especializado em economia Les Echos.

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O desempenho do setor aéreo comercial também foi prejudicado por uma série de acontecimentos conjunturais, explica o jornal, como o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, e as revoltas populares nos países árabes e no norte da África. Tunísia e Egito atraem turistas do mundo inteiro e a instabilidade política nesses países provocou danos irreparáveis às companhias que operam com esses destinos.

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) acaba de rever as projeções de lucro das companhias aéreas em 2011, reduzindo a previsão para US$ 4 bilhões, contra US$ 8,6 bilhões previstos inicialmente.

O caderno de economia do jornal Le Figaro afirma em manchete que os lucros das companhias aéreas estão em queda livre. E com cálculos diferentes do concorrente Les Echos afirma que os lucros acumulados pelas companhias em 2011 devem ser divididos por quatro. Le Figaro também atribui a crise aos elevados custos do querosene. O diário conservador cita uma estimativa pessimista do diretor-geral da IATA: se acontecer uma nova erupção vulcânica ou uma epidemia planetária, o setor aéreo comercial corre o risco de passar a operar em modo de sobrevivência.
 

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