Caso Battisti

Esquerda francesa sempre defendeu a liberdade de Battisti

Entre as idas e vindas em sua tortuosa rota de fuga, Cesare Battisti morou na França durante 14 anos, entre 1990 e 2004, quando fugiu para o Brasil com a ajuda do serviço secreto francês, como ele mesmo revelou.

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Depois de passar um curto período no México, Battisti se instalou na França durante o governo do ex-presidente socialista François Mitterand, que se comprometeu a não extraditar ativistas italianos de extrema-esquerda que tivessem abandonado a luta armada. A partir daí, ele assumiu uma vida de escritor de romances policiais em Paris, contando com o apoio de intelectuais, artistas e políticos da esquerda francesa.

O círculo de amigos e defensores de Battisti era na época formado pela escritora Fred Vargas, o filósofo Bernard Henri-Lévy, Bertrand Delanoé, atual prefeito de Paris, e a então modelo franco-italiana Carla Bruni. Já primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy teria pedido ao ex-presidente Lula que negasse a extradição de Battisti à Itália.

Desde sua condenação à prisão perpétua por quatro assassinatos e cumplicidade em outros crimes, ocorridos nos anos 70, os sucessivos governos italianos tentaram obter a extradição de Battisti. Sua situação na França se complicou em 2004, durante o segundo mandato do ex-presidente Jacques Chirac. O ex-líder de direita decidiu executar um pedido de extradição concedido à Itália pelo Tribunal de Apelações de Paris, levando Battisti a fugir para o Brasil.

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