Líbia

OTAN volta a atacar Trípoli, mas falta de recursos ameaça operação

Insurgentes líbios em Misrata, em maio de 2011.
Insurgentes líbios em Misrata, em maio de 2011. Garcia Vilanova

As forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte voltaram a bombardear a capital líbia, bastião do coronel Muamar Kadafi, nesta sexta-feira. O secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, alertou sobre a falta de recursos que ameaça a operação para derrubar o ditador.

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Em Bruxelas, Gates avisou que a falta de recursos poderia ameaçar o sucesso da missão da OTAN na Líbia. Ele apontou a falta de participação dos aliados – a metade dos 28 integrantes da organização – como um fator preocupante. No entanto, ele explicou que “a maioria dos aliados não colabora por não dispor de condições militares”. Gates declarou que a falta de aparelhos e especialistas em inteligência e vigilância acarreta em uma envolvimento maior dos EUA no conflito.

O alerta de Gates acontece um dia depois que os rebeldes líbios receberam apoio financeiro e político durante o encontro do Grupo de Contato para a Líbia, que aconteceu em Abu Dhabi. A oposição a Kadafi recebeu promessa de reforço de mais de 700 milhões de euros. A Itália prometeu até 400 milhões de euros em empréstimos e derivados de combustíveis.

Paris disse que vai descongelar 290 milhões de euros de fundos líbios. Os Estados Unidos declararam que vão disponibilizar mais 27 milhões de euros para ajudar as vítimas do conflito, principalmente refugiados. O Departamento de Estado dos EUA também confirmou que o Kuwait vai contribuir com 180 milhões de euros e o Catar, com 100 milhões de euros.

Do lado político, os Estados Unidos se juntaram à Austrália e à Espanha no grupo que apoia o Conselho Nacional de Transição (CNT) como representante legítimo da população líbia. Paralelamente, as forças de Kadafi voltaram a atacar a cidade de Misrata, sob controle dos insurgentes, nesta sexta-feira. Segundo fontes médicas, pelo menos 17 pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas.
 

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