Fazenda orgânica alemã na origem de epidemia mortal

Soja germinada.
Soja germinada. Reuters

A descoberta da origem da epidemia mortal na Alemanha é um dos destaques do final de semana da imprens afrancesa.  ‘A culpa é mesmo dos grãos germinados’, diz a manchete do jornal local Le Parisien. A bactéria E. coli provocou 33 mortes e mais de 3000 infectados em cinco semanas. Com exceção de uma morte na Suécia, as outras aconteceram na Alemanha. Autoridades sanitárias da Alemanha apontaram uma fazenda orgânica na Baixa Saxônia como responsável pela disseminação da bactéria em grãos germinados de feijão azuki, semente de girassol e soja.

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O Libération, de esquerda, traz uma reportagem sobre uma ação popular no México de protesto contra os violentos cartéis do narcotráfico. Trata-se da ‘caravana pela paz com justiça e dignidade’, uma iniciativa do poeta mexicano Javier Sicilia. Formado por 15 ônibus, a caravana atravessa há uma semana o país. O objetivo é chamar a atenção de autoridades e da sociedade para o drama das vítimas da violência da guerra das drogas. Os acertos de contas ligados à guerra contra a droga, iniciada pelo presidente Felipe Calderon em 2006, já provocaram 37 mil mortes.

O Figaro, de direita, traz como um dos destaques de primeira página as desilusões da revolução iraniana de 2009. O protesto verde, contra a contestada reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi abafado pelas autoridades com uma pesada política de repressão. Segundo o Figaro, ‘hoje os manifestantes perderam tudo: sonhos, direitos e às vezes, a vida’.

Le Monde trata de um assunto em voga na França: a desigualdade entre os sexos. Uma pesquisa mostra que também na vida acadêmica as mulheres que optam pela maternidade têm desvantagens. Para combater essa tendência, a universidade Paris 7 – Denis – Diderot divulga na próxima semana um plano de ação para “encorajar o equilíbrio dos sexos” na instituição.
 

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