Bactéria mortal/Alemanha

Bactéria E. coli pode deixar sequelas para o resto da vida

Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch em Berlim, Alemanha
Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch em Berlim, Alemanha Reuters

Apesar de o foco da doença ter sido encontrado, as autoridades alemãs lembram que é cedo para otimismo. O número de mortes pela infecção intestinal causada pela bactéria E. coli subiu para 36. Foram 35 casos fatais na Alemanha e um na Suécia.  

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Márcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim

Mais de quatro mil pessoas na Alemanha foram contaminadas ou estão com suspeita de contaminação. Órgãos alemães de monitoramento e controle de doenças infecciosas, como o Instituto Robert Koch, afirmaram que esse surto é o mais violento já registrado no mundo com esse tipo de bactéria.

O governo alemão confirmou que o foco da doença são brotos de sementes provenientes de uma horticultura orgânica situada nos arredores da cidade de Magdeburgo. Entretanto ainda é um mistério a forma como o estabelecimento foi contaminado.

Especialistas alertam que muitos pacientes que sobreviveram à infecção podem ficar com sequelas para o resto da vida. Peritos do setor de saúde afirmaram que cerca de 100 vítimas da bactéria E. coli devem ficar com danos renais tão graves que vão precisar de um transplante ou ficarão dependentes de hemodiálise pelo resto da vida.
 

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