Brasil/FAO

Para Le Monde, eleição de Graziano na FAO é uma vitória para o Brasil

O recém-eleito diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.
O recém-eleito diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva. Reuters

O vespertino francês Le Monde que chegou às bancas nesta segunda-feira analisa a eleição de José Graziano da Silva à presidência da FAO. Segundo o jornal, essa vitória atesta o papel cada vez mais importante do Brasil no cenário internacional.

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Após explicar a vitória apertada de José Graziano da Silva, que ganhou o segundo turno para a presidência da FAO (Agência da ONU para a Alimentação e Agricultura), com um resultado de 92 a 88, o vespertino Le Monde tenta explicar as razões desta eleição e seu significado no contexto geopolítico atual.

O jornal francês diz que para os observadores, mesmo se essa é uma vitória de Graziano – uma figura reservada e sem o carisma de seu rival, o espanhol Michel Angel Moratinos –, ela é antes de mais nada uma conquista do Brasil. “Potência agrícola ascendente, o Brasil tem há alguns anos um papel essencial dentro da FAO, se mostrando um dos países mais dispostos a se comprometer financeiramente nos programas, além de ter participado da reforma da instituição adotada em 2008”, comenta Le Monde.

O vespertino também lembra que Graziano foi ministro durante o governo Lula, período durante o qual coordenou com êxito a elaboração e a implementação do programa “Fome Zero”, uma verdadeira vitrine do Brasil no exterior. Em contrapartida, as expectativas são grandes, já que para muitos países essa eleição é vista como o marco de uma nova era para a instituição, tida como muito burocrática.

Mas segundo a reportagem, o novo presidente da FAO conta com uma vantagem, conquistada durante a última reunião de cúpula do G20 Agrícola em Paris, em 22 de junho. No encontro da capital francesa, os ministros do grupo assinaram um acordo que dá à FAO um papel importante na implementação de “um sistema de informação dos mercados agrícolas”, o que deve ajudar a controlar a especulação dos preços e a gestão das produções durante as crises alimentares. Basta agora conseguir concretizar esse projeto, pondera Le Monde.

 

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