Afeganistão/reféns franceses

Jornalistas franceses libertados no Afeganistão após 547 dias de cativeiro

Manifestação de jornalistas em maio de 2010 pela libertação de Stéphane Taponier et Herve Ghesquière .
Manifestação de jornalistas em maio de 2010 pela libertação de Stéphane Taponier et Herve Ghesquière . REUTERS/Philippe Wojazer

Hervé Ghesquière e Stéphane Taponier, jornalistas da TV pública France 3, além do tradutor Reza Din, foram libertados após 547 dias de cativeiro. A notícia foi confirmada pelo Eliseu, sede da presidência.

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Em anúncio na Assembleia Nacional, o premiê François Fillon declarou que os “jornalistas estão em bom estado de saúde e estarão de volta à França em poucas horas”. Fillon agradeceu, em nome de Nicolas Sarkozy, o empenho do presidente afegão, Hamid Karzai, e a todos que contribuíram para a libertação dos reféns.

A companheira de Ghesquière informou a uma rádio que os jornalistas devem chegar na quinta-feira, 8h, horário local, no aeroporto de Villacoublay, nos arredores de Paris.

Ghesquière e Taponier foram sequestrados no dia 30 de dezembro de 2009. Eles preparavam um documentário para a televisão francesa, a 60 km de Cabul, quando foram capturados junto com o guia e outros dois jornalistas afegãos, por integrantes do movimento fundamentalista islâmico talibã.

As negociações do governo francês com os sequestradores foram complexas e difíceis – sequestrados por um grupo, os jornalistas foram transferidos várias vezes de região e terminaram nas mãos de outro grupo. As exigências – uma delas pedia a libertação de talibãs em mãos dos EUA – também mudavam.

O governo francês tem quatro mil tropas no Afeganistão, como parte de uma força internacional coordenada pela Otan para combater os talibãs. Nos últimos 18 meses, vigílias em solidariedade aos reféns foram realizadas nas principais cidades francesas. As famílias tiveram acesso a dois vídeos dos jornalistas no cativeiro.
 

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