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Sudão do Sul

Mundo saúda independência do Sudão do Sul

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e do Sudão, Omar el-Bechir na cerimônia de independência do novo país, neste sábado, 9 de julho de 2011
O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e do Sudão, Omar el-Bechir na cerimônia de independência do novo país, neste sábado, 9 de julho de 2011 REUTERS/Goran Tomasevic
Texto por: Patricia Moribe
3 min

A comunidade internacional saudou a independência do sul do Sudão, declarada neste sábado. Estados Unidos, China, União Europeia e a Rússia estão entre os países que ofereceram ajuda ao novo país africano, um dos mais pobres do mundo. O governo brasileiro divulgou nota, anunciando o estabelecimento de relações diplomáticas com a nova República do Sudão do Sul.

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A partir da zero hora deste sábado, dia 9 de julho, o mundo conta com mais um país soberano e independente, o 193° reconhecido pela ONU e o 54° integrante da União Africana: a República do Sudão do Sul. Milhares de pessoas foram às ruas da nova capital, Juba, para festejar a data. Entre os convidados da cerimônia de independência, estavam o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé.

Salva Kiir prestou juramento neste sábado como primeiro presidente do Sudão do Sul, pouco depois da proclamação de independência do novo país africano, que se separou do norte. Militar, Kiir passou para o lado dos rebeldes após um motim, em 1983, chegando à liderança do grupo Movimento de Liberação do Povo Sudanês, agora no poder. O novo presidente assinou a Constituição transitória e comprometeu-se a "favorecer o desenvolvimento e o bem-estar do povo do Sudão do Sul".

A separação da parte norte acontece após cinco décadas de conflitos que mergulharam a região em grande miséria. Um acordo de paz em 2005 selou o fim da guerra civil entre negros do sul e árabes do norte. Mas além da devastação, a falta de segurança é outro grande problema que o país enfrenta. Só em 2011, 1.800 sul-sudaneses já morreram e 150 mil foram deslocados após novos conflitos na fronteira, segundo a ONU.

As ricas reservas de petróleo são uma esperança para a recuperação econômica. O Sudão do Sul abriga 80% do petróleo do território sudanês, mas depende das refinarias do norte para exportar
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