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Encontro dos socialistas mostra que prévias do partido vão ser tensas

Socialistas franceses posam “unidos” antes das primárias.
Socialistas franceses posam “unidos” antes das primárias. REUTERS/Regis Duvignau
Texto por: Elcio Ramalho
3 min

Após o grande encontro durante o final de semana do Partido Socialista francês, toda a imprensa do país dedica suas manchetes à briga dos candidatos que concorrem às prévias que vão designar o nome do candidato do partido às eleições presidenciais do ano que vem. Os jornais concordam que François Hollande saiu fortalecido para a batalha.

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O Libération enfatiza que a secretária-geral do PS, Martine Aubry, não consegue subir nas pesquisas de opinião pública. Tem 31% das intenções de voto nas prévias, segundo sondagem publicada pelo jornal, ou seja, 10 pontos a menos que François Hollande. A candidatura dela, decidida após a saída de cena de Dominique Strauss-Kahn devido ao escândalo sexual nos Estados Unidos, não decola e a briga contra Hollande vai ser dura. A grande dúvida, segundo o Libé, vai ser a mobilização de filiados do partido que vão votar nas prévias marcadas para os dias 9 e 16 de outubro.

Para o econômico Les Echos, o partido vai viver um mês e meio sob alta tensão. O tradicional encontro partidário no final de agosto foi muito arriscado, e apesar do clima tenso, não houve incidentes, observou o jornal, em referência às graves crises que caracterizam as reuniões entre os caciques do PS.

Já o conservador Le Figaro diz que a chamada foto de família foi bem montada com os cinco candidatos às prévias de mãos dadas e mostrando uma união que é apenas de fachada. Por trás dos sorrisos, escreve o Le Figaro, existe uma guerra implacável entre os candidatos. As prévias do Partido Socialista vão ser explosivas, avisa o jornal em sua manchete.

O L'Humanité acompanhou o encontro dos socialistas mas também de outros dois partidos que se reuniram no final de semana: o Partido Comunista francês e o Partido de Esquerda. O clima foi bem diferente de um encontro ao outro, escreveu o jornal, que ouviu também militantes desses partidos de oposição ao governo. O L'Humanité considera que muitos debates convergiram para uma mesma preocupação: propor uma alternativa ao modelo capitalista que está em crise. Por isso a manchete: esquerda, o futuro de uma ambição.

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