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Nobel da Paz

Três mulheres recebem o Prêmio Nobel da Paz de 2011

Ellen Johnson Sirleaf, ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2011.
Ellen Johnson Sirleaf, ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2011. Reuters
Texto por: RFI
2 min

O prêmio Nobel da Paz deste ano foi concedido à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a duas militantes pacifistas que defendem os direitos das mulheres, a liberiana Leymah Gbowee, e a jornalista iemenita Tawakkul Karman. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, em Oslo, pelo comitê do Nobel na Noruega.

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As três laureadas foram recompensadas “pela luta não violenta a favor da segurança das mulheres e de seus direitos a participar de processos de paz”, declarou o presidente do comitê Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland.

Em 110 anos de história, o prêmio Nobel da Paz tinha sido atribuído a somente 12 mulheres. A última homenageada foi a ecologista queniana Wangari Maathai, que morreu no dia 25 de setembro passado. Este ano a lista de candidatos ao prêmio alcançou o número de 241 pessoas e organizações. Líderes da Primavera Árabe eram favoritos. O prêmio será entregue em Oslo, no dia 10 de dezembro.

Ellen Johnson Sirleaf

A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, disse ter ficado muito feliz com a escolha. "É um prêmio para o povo liberiano e significa que devemos continuar trabalhando pela paz", afirmou a presidente em sua casa de Monrovia.

Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, agradece o prêmio Nobel da Paz

Conhecida como a Dama de Ferro da África, Sirleaf foi recompensada por seus esforços para a reconstrução da Libéria, um país traumatizado por 14 anos de guerra civil e 250 mil mortos.Em 2005, Sirleaf foi a primeira mulher eleita chefe de Estado no continente africano. Ela concorre à reeleição na próxima terça-feira, mas sua vitória não é certa. Muitos liberianos estimam que ela não cumpriu as promessas econômicas e sociais. Uma parcela da população também condena a falta de investimento da presidente no processo de reconciliação nacional. 

Leymah Gbowee

Outra premiada, Leymah Gbowee, dirige uma ONG pacifista que contribuiu, principalmente através de uma greve de sexo, para o fim de uma das guerras civis da Libéria, em 2003. A iniciativa original, lançada em 2002, obrigou Charles Taylor, presidente do país na época, a se associar às negociações de paz.

Tawakkul Karman

Já a iemenita Tawakkul Karman fundou o grupo Mulheres Jornalistas Livres e também participa da vida política de seu país como integrante de um partido islâmico. “Tanto antes quanto durante a Primavera Árabe, Karman desenvolveu um papel importante na luta a favor do direito das mulheres, da democracia e de paz no Iêmen”, declarou Jagland. Surpresa com a premiação, a jornalista disse que receber o Nobel da Paz é uma honra para todos os árabes, os muçulmanos e as mulheres.

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