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O Mundo Agora

Partidos islâmicos se destacam em jovens democracias árabes

Áudio 05:38
Para Alfredo Valladão, as eleições pacíficas na Tunísia são esperança de pluralidade e cidadania depois da Primavera Árabe.
Para Alfredo Valladão, as eleições pacíficas na Tunísia são esperança de pluralidade e cidadania depois da Primavera Árabe. REUTERS/Anis Mili
Por: Alfredo Valladão
7 min

O simbolismo é poderoso. No mesmo dia, o Conselho Nacional de Transição líbio proclama oficialmente a libertação do país e os eleitores tunisianos votam em massa nas primeiras eleições livres da história da Tunísia... Mas é claro que tudo não é um banquete de gala. É só o começo e ainda vamos ter crises, dificuldades, tentações extremistas e autoritárias. A grande incógnita são os partidos e movimentos islâmicos. Os ditadores locais sempre justificavam o próprio poder pela ameaça islâmica: ou a minha ditadura ou a ditadura dos barbudos. Para manter esta ficção, as oposições laicas e democráticas foram impiedosamente perseguidas e destruídas... Essa ambigüidade fez com que os partidos islâmicos, que participaram muito pouco das revoltas, possam se apresentar hoje como a força política mais poderosa – porém não majoritária – na região. Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.

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