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Egito/Eleições

Segundo dia de eleições parlamentares no Egito é calmo

Eleitores formam filas em uma seção de voto no Cario na segunta-feira (28).
Eleitores formam filas em uma seção de voto no Cario na segunta-feira (28). REUTERS/Goran Tomasevic
Texto por: RFI
3 min

O segundo dia de votação no Egito começou calmo e com filas nas seções. As primeiras eleições parlamentares do pós-Moubarak, consideradas como um “teste de democracia vitorioso" pela imprensa egípcia, estão sendo marcadas por uma participação inédita.

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Nesta terça-feira, filas de espera começaram a se formar na hora da abertura das seções por volta das 8 horas da manhã. Na segunda-feira, primeiro dia das eleições, a participação foi mais importante do que tinha previsto a Alta comissão eleitoral, que prolongou por duas horas a abertura das urnas.

Washington felicitou o país pelo começo da votação. Observadores independentes americanos presentes testemunharam as primeiras impressões “positivas”, segundo um porta-voz do departamento de Estado.

Aproximadamente 17,5 milhões de eleitores são chamados para participar desta primeira fase, que vai eleger 168 dos 498 deputados. Analistas estimam que os Irmãos Muçulmanos, a força política melhor estruturada, e seu partido, Liberdade e Justiça (PLJ), deve sair dessa eleição como a principal força política do país. Nos últimos dois meses, os partidos islâmicos já venceram na Tunísia e no Marrocos.

Os resultados completos só serão conhecidos dentro de alguns meses, mas para o vice-presidente do PLJ, Essam AL Erian, o islã político vai se impor também no Egito e obrigar o mundo a aceitá-lo. “Já é tempo das capitais do mundo, que apoiaram Moubarak, dizerem que elas aceitam o resultado da eleição. Agora, não depois dos resultados”, afirmou.

Comentando a votação de ontem em comunicado, o PLJ considerou um “dia sem precedentes” na história do Egito. O povo “está construindo seu futuro, saudado pelo mundo inteiro que foi surpreendido por esta participação massiva.” O PLJ estimou que a taxa de participação foi, na segunda-feira, entre 30 e 32%.

Mas na Praça Tahrir, no Cairo, centro da mobilização, uma parte dos manifestantes afirma não acreditar no poder das urnas para obter a saída dos militares do poder.

O futuro Parlamento deve nomear uma comissão encarregada de redigir uma nova Constituição, uma etapa decisiva na transição do país em direção a democracia. Em junho de 2012, uma eleição presidencial deve ser realizada, depois da qual, o poder militar deixará o poder para os civis.
 

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