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Artes plásticas

Jornal francês dá grande destaque à retrospectiva de Vik Muniz

O artista brasileiro Vik Muniz.
O artista brasileiro Vik Muniz. Flickr/Back2Black Festival
Texto por: RFI
2 min

Com o título "Vik Muniz, matérias para a reflexão", o jornal francês Libération desta segunda-feira publica um artigo de duas páginas sobre o artista plástico brasileiro cada vez mais conhecido no mundo da arte contemporânea pelos materiais inusitados de suas obras. De acordo com o jornal, Muniz surpreende com fotos emblemáticas reproduzidas com guloseimas, sangue, ou mesmo, lixo. As obras de Vik Muniz são tema de uma grande retrospectiva do centro Collection Lambert na França.

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Para Libération, mesmo que Muniz tenha se consagrado como uma "estrela do mercado" pela "virtuosidade da sua técnica", nada é feito por acaso. Seus trabalhos expostos no museu Collection Lambert possuem um "dimensão política", porque possibilitam "pensar sobre a foto e suas mentiras, sobre a natureza do clichê e sobre o carácter efêmero das obras de arte", analisa o Libé.

Na entrevista concedida ao jornal, Muniz disse buscar atingir o grande público. "Eu fui criado em uma favela nos arredores de São Paulo, a primeira vez que meus pais foram a uma galeria, foi para ver minhas exposições. Se quisermos que a arte ocupe um lugar importante dentro dos círculos midiáticos contemporâneos, é necessário que o artista utilize sua inteligência para comunicar ideias complexas a todas as pessoas que poderiam ter vontade de conhecê-las", declarou ele ao jornal.

Questionado sobre a documentação do processo de criação como parte da obra de arte, Muniz esclarece que "o que era uma preocupação dos street artists, como Banksy ou JR, é agora uma prática corrente da arte contemporânea. Se as pessoas não tem acesso às obras de arte, elas podem ao menos saber como foram produzidas".

 

 

 

 

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