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Naufrágio/Itália

Comandante de navio acidentado na Itália é preso

O navio de cruzeiro tombou de lado na região rochosa da Ilha de Giglio.
O navio de cruzeiro tombou de lado na região rochosa da Ilha de Giglio. REUTERS/Remo Casilli
Texto por: Silvano Mendes
2 min

A justiça italiana decidiu prender o comandante do navio Concórdia, da Costa Cruzeiros, por homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio. A embarcação, que segundo testemunhas navegava perto demais da costa, bateu em um rochedo e teve o casco rompido, tombando de lado. O navio transportava 4.229 pessoas. Três mortes foram confirmadas e até a noite de hoje,41 pessoas ainda estavam desaparecidas e 42 feridas, duas em estado grave. Um terço dos passageiros eram italianos e 46 brasileiros estavam a bordo.

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As equipes de socorro italianas continuam as buscas de desaparecidos neste sábado, enquanto os mais de 4 mil ocupantes do navio são transferidos para a pequena ilha de Giglio, onde são instalados em escolas, igrejas e até nas casas dos habitantes. Segundo Giuseppe Linardi, prefeito da região, pelo menos 3 mortes já foram confirmadas. “Não podemos excluir nesse momento que ainda haja desaparecidos. É preciso verificar se ninguém ficou bloqueado na parte submersa”, disse o responsável.

O navio Costa Concórdia realizava um cruzeiro de uma semana no mar Mediterrâneo quando teria batido em um rochedo perto da ilha de Giglio. A colisão provocou um rombo de mais de 70 metros de comprimento no casco do barco, que começou imediatamente a inclinar. O acidente, que ocorreu durante o jantar dos passageiros, causou tumulto e pânico, o que levou várias pessoas a se jogarem no mar. As autoridades sanitárias confirmaram que as três vítimas fatais morreram afogadas na águas gélidas da região, que está em pleno inverno.

Na manhã deste sábado, pelo menos 12 navios e 9 helicópteros participavam da operação de resgate. A Costa Cruzeiros indicou que por enquanto ainda não é possível determinar as causas do acidente, mas garante que a retirada das pessoas foi realizada rapidamente, apesar das críticas de alguns passageiros.

Prisão

Francesco Schettino, comandante do navio de cruzeiro, foi preso depois de ter sido interrogado por várias horas. O comandante Francesco Schettino e seu primeiro oficial Ciro Ambrosio são acusados de múltiplo homicídio, naufrágio e abandono de navio. 

O jornalista Giorgio Fanculli, da Ilha de Giglio, que dirige o site www.giglionews.it  testemunhou o naufrágio e a retirada dos passageiros. Ele confirmou que o navio navegava perto demais da costa e por isto bateu no rochedo.

Brasileiros a bordo

De acordo com a Costa Cruzeiros, 4.229 pessoas estavam a bordo do navio (3216 passageiros e 1.013 tripulantes). Segundo as primeiras listas divulgadas pela empresa, 989 eram italianos, 569 alemães, 462 franceses, 177 espanhóis, 129 norte-americanos, 127 croatas, 108 russos, 74 austríacos, 60 suiços, 46 brasileiros e 46 japoneses. O Concórdia havia zarpado de Civitavecchia, perto de Roma e deveria fazer escalas em Palermo, Cagliari, Palma de Maiorca, Barcelona e Marselha.
 

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