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Naufrágio/Itália

Costa Cruzeiros reconhece que capitão do navio cometeu erros

A proximidade do litoral já é apontada como uma das possíveis causas do naufrágio do navio da Costa Cruzeiros.
A proximidade do litoral já é apontada como uma das possíveis causas do naufrágio do navio da Costa Cruzeiros. REUTERS/ Max Rossi
Texto por: Silvano Mendes
2 min

A empresa Costa Cruzeiros reconheceu que o capitão Francesco Schettino cometeu erros na hora do naufrágio do navio Costa Concordia na região italiana da Toscana. Mais dois corpos foram encontrados neste domingo, elevando para cinco o número de mortos no acidente. Mais de 60 pessoas ficaram feridas e pelo menos 15 ainda estão desaparecidas. As equipes de socorro têm poucas esperanças de encontrar outros sobreviventes.

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As autoridades italianas avançam em suas investigações para tentar descobrir as causas do acidente. As caixas-pretas do navio começaram a ser decriptadas e as primeiras análises confirmam que o barco estava perto demais da costa, a menos de 150 metros da terra firme. Além disso, já se sabe a Guarda Costeira só foi informada do acidente pela tripulação cerca de uma hora após a colisão com o rochedo.

Segundo o procurador Francesco Verusio, encarregado das investigações, a rota do navio estava errada. “O capitão se aproximou de forma imprudente da ilha de Giglio”, disse ele. A própria Costa Cruzeiros já admitiu parte da responsabilidade do comandante Francesco Schettino, que teria “cometido erros de tiveram consequências graves”. A justiça italiana já decidiu prender Schettino e seu adjunto, acusados de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio bem antes da retirada dos passageiros.

Mais dois corpos foram encontrados

Os cadáveres foram encontrados pelos mergulhadores na parte submersa da embarcação. Os corpos eram de dois homens idosos, um italiano e um espanhol, descobertos próximos da cozinha de um dos restaurantes do navio, vestidos com seus coletes salva-vidas. As outras três vítimas fatais eram dois passageiros franceses e um tripulante peruano.

Os primeiros relatos revelam detalhes sobre o momento do naufrágio. Segundo testemunhas, houve briga para o acesso aos coletes salva-vidas e parte da tripulação não estaria preparada para orientar os passageiros. A diversos idiomas a bordo também teriam dificultado a comunicação na hora da evacuação do barco.

As equipes de busca também tiveram boas surpresas nesse domingo, como a descoberta de um comissário de bordo vivo, 36 horas após o acidente, apenas com uma perna quebrada. Ou ainda a surpreendente história de um casal de sul-coreanos retirados com vida de sua cabine, onde estavam em lua de mel.

No entanto, na noite desse domingo as equipes de socorro tinham cada vez menos esperanças de encontrar sobreviventes no navio. A forte inclinação do barco, que corre o risco de afundar totalmente, torna as buscas cada vez mais difíceis. As autoridades também começam a temer vazamentos de combustível do navio no mar.

Mais de 4200 pessoas de 60 nacionalidades diferentes estavam na embarcação na hora do acidente na noite de sexta para sábado. A maioria dos passageiros eram italianos, franceses e alemães; 46 brasileiros também estavam a bordo.

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