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Naufrágio/Itália

Capitão do Concórdia teria se recusado a voltar ao navio

Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, é preso após o naufrágio.
Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, é preso após o naufrágio. REUTERS/Enzo Russo/ANSA
Texto por: RFI
3 min

As gravações das caixas-pretas confirmam que o comandante do Costa Concórdia abandonou o barco e não obedeceu as ordens para ajudar a retirada dos passageiros. Segundo o jornal italiano La Stampa, as equipes de socorro encontraram mais um corpo no navio. Essa seria a sétima vítima fatal do naufrágio da embarcação, que afundou na costa da Toscana.

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O registro das conversas entre o comandante Francesco Schettino e a guarda costeira prova que além de ter abandonado o navio, o comandante se recusou a voltar ao local do acidente para ajudar na retirada dos passageiros. “Comandante, isso é uma ordem. O senhor deve ir para a proa, subir a bordo e coordenar o socorro”, pode-se ouvir na fita. “O que o senhor está fazendo? Está abandonando o socorro”, questiona o oficial. “Não, eu estou aqui coordenando o socorro”, respondeu o comandante.

O advogado do capitão, Bruno Leporatti, disse que seu cliente está chocado com as perdas humanas, mas que estima ter “conservado a lucidez necessária”. Segundo ele, Schettino alega ter salvo várias pessoas, já que conseguiu fazer que com o barco naufragasse às margens da ilha de Giglio. De acordo com diversas testemunhas, o comandante teria se aproximado da costa para fazer uma reverência aos moradores da ilha. No entanto, a agência de notícias Ansa revelam que os motores do navio estariam inundados no momento do acidente, o que tornaria impossível uma manobra voluntária de aproximação da margem, como alega Schettino. A agência também relata que houve uma espécie de motim na hora do naufrágio, quando a tripulação decidiu começar a evacuação dos passageiros antes mesmo da ordem oficial do capitão.

Sétimo corpo foi encontrado

As equipes de socorro encontraram na noite desta segunda-feira mais um cadáver no navio Costa Concórdia, mas o corpo ainda não foi resgatado. A informação sobre essa é a sétima vítima fatal do naufrágio foi divulgada pelo jornal italiano La Stampa, mas ainda não foi confirmada pelas autoridades. Os mergulhadores que buscam sobreviventes na parte submersa do barco afirmam que a missão é complexa e perigosa. Eles comparam os corredores, as cabines e o restaurante da embarcação a grutas onde flutuam objetos e móveis.

As equipes de socorro usam explosivos para facilitar o trabalho. Segundo a imprensa italiana, 28 pessoas ainda estão desaparecidas, mas a esperança de encontrá-las com vida é pequena.

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