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EUA/ Eleições

Obama faz discurso sobre o Estado da União pensando na reeleição

O presidente americano Barack Obama durante discurso desta quarta-feira no Congresso americano, em Washington.
O presidente americano Barack Obama durante discurso desta quarta-feira no Congresso americano, em Washington. REUTERS/Saul Loeb/Pool
Texto por: Raquel Krähenbühl
4 min

O presidente americano Barack Obama usou seu terceiro discurso sobre o Estado da União para defender a classe média e definir sua agenda para a campanha à reeleição. Ele afirmou que vai trabalhar com cada membro do congresso para estimular a economia e destacou a necessidade de uma reforma tributária.

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Barack Obama abriu e também encerrou seu discurso comemorando o fim da Guerra do Iraque e a morte de Osama Bin Laden, fazendo uma ressalva de que as conquistas só foram possíveis porque os homens e mulheres em uniformes colocaram de lado suas diferenças e lutaram juntos.

“Estas conquistas são um testamento de coragem, cumplicidade e trabalho de equipe. Eles não são consumidos por ambições pessoais, eles não fixam nas diferenças. Eles focam na missão e trabalham juntos”, lembrou o presidente.

Obama pediu que o Congresso siga o mesmo exemplo para equilibrar as desigualdades econômicas no país, que para ele é “a questão chave da nossa época”. “Nós podemos nos contentar com um país onde um número cada vez menor de pessoas está se dando muito bem, enquanto um número crescente de americanos mal pode viver. Ou nós podemos restabelecer uma economia onde todos tenham uma parcela justa e onde todos jogam de acordo com as mesmas regras.”

O presidente afirmou que ele vai trabalhar com cada membro do congresso para estimular a economia e disse que não vai aceitar obstruções. “Eu pretendo enfrentar obstruções com ação e vou me opor a qualquer esforço que retome as mesmas políticas que nos levaram à crise econômica”.

Obama destacou sobretudo a necessidade de uma reforma tributária – um dos maiores pontos de divergência entre os democratas e os republicanos. O presidente voltou a pressionar os parlamentares para estenderem mais uma vez o corte de impostos dos trabalhadores e voltou a defender a regra de Buffet –princípio pelo qual os milionários não deveriam pagar menos impostos do que seus empregados. (A ideia surgiu depois que o megainvestidor Warren Buffet reclamou que sua secretária paga mais impostos do que ele).

“Se você ganha mais de um milhão de dólares por ano, você não deveria pagar menos do que 30% em impostos. Washington deveria parar de subsidiar os milionários. Se você ganha mais de um milhão você não deveria ter subsídios ou deduções. Por outro lado, se você ganha menos de 250 mil dólares por ano, como as 98% das famílias americanas, seus impostos não deveriam aumentar.”

O presidente aproveitou para anunciar um plano que deve estimular a economia levando em conta quatro áreas principais: indústria, energia, profissionalização dos trabalhadores e renovação dos valores americanos.

Entre outras coisas, Obama introduziu incentivos para estimular a indústria interna, incluindo o fim das deduções de impostos para empresas que terceirizam empregos para fora do país e a criação de créditos para companhias que trazem os empregos de volta para os Estados Unidos. Ele também defendeu o refinanciamento de hipotecas de proprietários "responsáveis" a taxas historicamente baixas; lançou um novo time de investigadores federais para crimes financeiros e sugeriu o investimento em infraestrutura com o dinheiro que será economizado com o fim da guerra do Iraque.
 

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