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França/terrorismo

Radicais islâmicos planejavam onda de sequestros na França

Polícia anti-terrorista francesa durante operação de prisão de islamitas radicais em Nantes, no dia 30 de março.
Polícia anti-terrorista francesa durante operação de prisão de islamitas radicais em Nantes, no dia 30 de março. REUTERS/Stephane Mahe
Texto por: Daniella Franco
3 min

O promotor de Paris, François Molins, revelou hoje de manhã, durante uma coletiva de imprensa, que radicais islâmicos presos na última sexta-feira são suspeitos de estar planejando vários sequestros no país, entre eles o do juiz de origem judia de Lyon, Albert Lévy. Treze dos 17 islamitas que estavam sob prisão preventiva desde a semana passada serão indiciados por associação de malfeitores com intenções terroristas, além de transporte e porte de armas.

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O grupo de suspeitos conta com membros e simpatizantes da facção salafista Forsane Alizza ou os Cavaleiros do Orgulho, dirigido por Mohamed Achamlane, que foi desmantelado em fevereiro deste ano pelo Ministério do Interior da França. Achamlane nega qualquer objetivo terrorista, segundo seu advogado.

"Alguns alvos institucionais também eram potencialmente visados", afirmou Molins. Segundo o promotor, pelo menos um atentado contra um juiz de instrução estava sendo preparado.

O magistrado é o responsável por um processo que condenou um dos islamitas indiciados em um caso relacionado aos cuidados de seus filhos. Medidas de proteção já foram tomadas para amparar Lévy e sua família.

As ações anti-terroristas francesas ganharam um intenso destaque na mídia francesa nos últimos dias. A oposição acusa o governo de organizar uma operação que favorece a campanha eleitoral de Sarkozy, após a morte do jovem Mohamed Merah, "o atirador de Toulouse" que provocou a morte de sete pessoas no sudoeste da França há duas semanas.

Expulsão

Ontem, o ministro do Interior, Claude Guéant, ordenou a expulsão de cinco imãs e militantes de diversas nacionalidades sob a justificativa de “ameaça aos interesses fundamentais do Estado”. Dois deles, Ali Belhadad, militante islamita argelino, e Almany Baradji, um imã do Mali, já deixaram a França ontem. Os casos de três outros homens, entre eles, dois imãs suspeitos de serem islamitas radicais, estão sendo analisados pela comissão de expulsão.

Guéant confirmou que outras expulsões desse tipo serão anunciadas em breve. Já o presidente Nicolas Sarkozy anunciou ontem à noite que não terá nenhuma indulgência com radicais presentes no território francês. Ele sublinhou que todos os que pregarem valores contrários aos da República francesa serão expulsos na hora, sem exceções. "Envio uma advertência muito clara, que deve ser bem compreendida: todos os que pregarem valores contrários aos da República francesa serão expulsos na hora, não haverá exceção, não haverá nenhuma indulgência", disse o presidente.

 

 

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