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Meio Ambiente

Ecologia é a grande esquecida da campanha presidencial francesa

Áudio 04:18
Uso de energia nuclear é a principal divergência entre François Hollande e Nicolas Sarkozy no plano ambiental.
Uso de energia nuclear é a principal divergência entre François Hollande e Nicolas Sarkozy no plano ambiental. Flickr/Michal Brcak
Por: Lúcia Müzell
7 min

Diante da crise econômica, do desemprego e do aumento da pobreza na França, ecologia é a grande ausente desta campanha presidencial na França. Ao contrário do que havia acontecido nas eleições anteriores, em 2007, desta vez os temas ligados ao meio ambiente foram deixados de lado pelos principais candidatos a assumir o Palácio do Eliseu, a sede do governo francês.*Clique aqui para saber mais sobre os candidatos e regras das eleições presidenciais francesas e confira os bastidores em nossa galeria de imagens.* Não deixe de navegar pela nossa série de matérias especiais e programas, aqui!*Acompanhe nosso facebook, clicando aqui.*Se você prefere o twitter, clique aqui. 

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Se sabe muito pouco sobre as propostas dos candidatos: o socialista François Hollande e o atual presidente conservador, Nicolas Sarkozy, os dois favoritos a vencer o primeiro turno, no domingo, são favoráveis a aplicação de uma taxa de emissão de gás carbônico nas fronteiras da Europa e a desenvolver as energias renováveis. A principal diferença entre eles é sobre a energia nuclear: Hollande quer diminuir em 75% a dependência das usinas nucleares até 2025, enquanto Sarkozy defende a manutenção desta que é a principal fonte energética da França.

Benoit Hartmann, porta-voz da federação France Nature Environnement, que regrupa mais de 3 mil associações de defesa do meio ambiente, lamenta que a preteção do meio ambiente tenha sido totalmente abafada por outras preocupações mais imediatas, ligadas à economia.

"É claro que estamos decepcionados. Uma das razões é sem dúvida a crise econômica, que leva os candidatos a se posicionarem somente sobre soluções a curto prazo, e a ecologia precisa ser pensada a médio e a longo prazo", afirmou.

Para completar o mau momento para a defesa da ecologia, a candidata da coligação Europa Ecologia, Eva Joly, não conseguiu agradar aos franceses e não passa de 2,5% de intenções de voto. Franco-norueguesa e com um sotaque estrangeiro marcante, Joly tem um temperamento forte e não hesita em responder aos adversários com firmeza, herança da época em que era uma juíza implacável nas causas empresariais e financieiras. "Nós, os ecologistas, sempre privilegiamos o debate em torno das propostas e dos detalhes dos programas do que as posturas individuais. A família ecologista tem muitas reticências sobre a personificação, a personalização da política, mas a campanha eleitoral francesa sempre foi extremamente personalizada", argumentou Sergio Coronado, porta-voz da candidata ecologista. 

 

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