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Imprensa francesa

A dois dias do 1° turno, eleição presidencial ainda tem muitas questões em suspense

Nas vésperas do primeiro turno das presidenciais, eleitores franceses vivem momento de suspense...
Nas vésperas do primeiro turno das presidenciais, eleitores franceses vivem momento de suspense... Montaje RFI
Texto por: RFI
3 min

As incertezas, supresas, as últimas sondagens e os temas mais importantes do primeiro turno das eleições francesas ilustram as manchetes dos jornais que circulam nesta sexta-feira no país. Em sua cobertura especial dedicada às eleições, o diário econômico Les Echos enumerou 8 perguntas que ainda estão em suspense e só os resultados das urnas no domingo vão responder.

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Quem chegará em primeiro nesta fase da corrida, o presidente Nicolas Sarkozy ou o socialista François Hollande? Qual será a taxa de abstenção? Quantos votos vão atrair os partidos de extrema esquerda e a extrema direita ?. Essas algumas das questões ainda em aberto porque o número de eleitores indecisos ainda é grande afirma o Les Echos que também fez uma análise das propostas dos principais candidatos sobre temas como moradia, educação e emprego.

O Aujurd'hui en France traz em sua capa a última pesquisa antes do primeiro turno e ela mostra uma grande vantagem do socialista Hollande que tem 30% das intenções de voto contra 26,5% de Sarkozy. A disputa pelo terceiro lugar está acirrada com candidata da extrema direita, Marine Le Pen, e o da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, empatados com 14%.

O Le Figaro traz em sua manchete uma entrevista exclusiva com o presidente-candidato Nicolas Sarkozy e destaca em título uma frase de efeito dele contra seu adversário socialista, líder dans pesquisas. "Hollande será refém de Mélenchon e Eva Joly", disse Sarkozy ao se referir à eventual pressão que vão exercer o candidato da extrema esquerda, uma das surpresas da campanha , e a candidata do partido verde francês. Em editorial, o jornal conservador afirma que Sarkozy não vê a hora de chegar logo o confronto direto com Hollande no segundo turno porque, aí sim, os franceses vão poder comparar dois projetos e estilos muito diferentes.

Já o Libération questiona em sua manchete se os mercados temem a esquerda francesa. Nas páginas internas, o jornal responde que não. Pelo menos em relação ao candidato socialista Hollande, apesar de sua declaração de que o sistema financeiro será seu grande inimigo. Em editorial, o Libération afirma que a ameaça feita de Sarkozy de que a França ficará sob ataque dos mercados por causa da enorme dívida soberana do país soa como um sinal de desespero da direita francesa. Se no dia seguinte ao segundo turno das eleições os mercados estiverem tensos, eles não vão testar Hollande e sim a França, escreve o jornal.
 

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