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Imprensa

Único debate entre candidatos no 2° turno das presidenciais domina imprensa francesa

Cenário montado nos estúdios de La Plaine Saint-Denis, na região de Paris, para o debate entre François Hollande e Nicolas Sarkozy nesta quarta-feira.
Cenário montado nos estúdios de La Plaine Saint-Denis, na região de Paris, para o debate entre François Hollande e Nicolas Sarkozy nesta quarta-feira. REUTERS/Franck Fife/Pool
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Os jornais franceses trazem em manchete o esperado debate previsto hoje na televisão entre os dois candidatos finalistas à eleição presidencial francesa, o socialista François Hollande e o presidente Nicolas Sarkozy.

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Libération e Le Figaro relatam em detalhes a forma como as equipes dos dois candidatos prepararam minuciosamente o encontro, o único entre os dois turnos. O progressista Libération diz que o formato rígido do programa, destinado a proteger os dois concorrentes, corre o risco de transformar o debate em dois monólogos ao longo das duas horas de apresentação previstas.

Assessores de Sarkozy revelaram ao diário conservador Le Figaro que o socialista se tornou um candidato indecifrável, com uma imagem tão artificialmente construída por seus marketeiros que desestabilizá-lo se tornou uma tarefa difícil. Em todo caso, os sarkozistas acham que o ponto fraco de Hollande é justamente o ponto forte do líder conservador: a política de imigração. O tema deve ser abordado à exaustão durante o debate.

Libération assinala em editorial que o mais recente clip de campanha de Sarkozy é uma verdadeira ode anti-imigração. O lema da campanha de Sarkô é "todos unidos atrás do policial número 1 da França", escreve o Libération, apostando que essa fórmula imposta pelo presidente aos franceses nos últimos dez anos está com os dias contados. O mesmo Libération conta que, segundo aliados de Hollande, a estratégia de combate do socialista será ficar calado o máximo de tempo possível até deixar Sarkozy se esgotar por si mesmo. Apresentando calma e autocontrole, Hollande quer deixar Sarkozy - com seu temperamento explosivo e hiperativo - maluco, dizem os assessores de Hollande.

Os jornais franceses mostram que o 1° de maio se tornou um braço de ferro entre os dois candidatos. A festa dos trabalhadores deixou bem marcada a diferença de visão dos dois candidatos sobre o mundo do trabalho. Em seu comício na praça do Trocadero, em frente à Torre Eiffel, em Paris, o liberal Sarkozy instigou os sindicatos a abandonar a bandeira vermelha e servir o país. Já Hollande enviou mensagem de que é melhor não hostilizar os sindicatos.
 

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