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Egito/Eleições

Irmandade Muçulmana declara vitória no primeiro turno das eleições egípcias

Processo de contagem dos votos em uma seção eleitoral egípcia.
Processo de contagem dos votos em uma seção eleitoral egípcia. REUTERS/Asmaa Waguih
Texto por: RFI
2 min

O partido islâmico Irmandade Muçulmana anuncia vitória nas eleições presidenciais no Egito. Os resultados oficiais só saem no domingo, mas o partido já prevê um segundo turno entre seu candidato, Mohammed Morsi, e o ex-primeiro-ministro Ahmad Chafiq, último colaborador de Hosni Mubarak 

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O candidato islâmico da confraria, Mohammed Morsi, teria chegado em primeiro lugar, seguido por Ahmad Chafiq, o último primeiro-ministro de Hosni Mubarak. Em terceiro lugar aparece o nacionalista árabe Hamdeen Sabbahi. Pela primeira vez, a apuração é supervisionada por juízes. O segundo turno das presidenciais no Egito está previsto nos dias 16 e 17 de junho.

O candidato da Irmandade Muçulmana era visto como pouco carismático e tímido. Mas, ao longo da campanha, ele ganhou confiança e passou a ser mais comunicativo, avaliam analistas políticos. O seu sucesso também pode ser atribuído à intensa militância do movimento.

Samer Soliman, analista político entrevistado pela enviada especial da RFI ao Egito, Véronique Gaymard, afirma que o processo eleitoral no Egito ainda é muito marcado pelo clientelismo, sobretudo entre os militantes da Irmandade Muçulmana. Na campanha, o movimento chegou a distribuir alimentos para atrair votos.

Entrevista Samer Soliman

Já Ahmad Chafiq é um produto das forças militares. Ele foi o último chefe de governo do presidente Hosni Mubarak, que saiu do cargo em meio à pressão popular há 15 meses. O general só conseguiu confirmar a sua participação entre os candidatos na reta final da campanha. Por ter pertencido ao governo Mubarak, a sua candidatura havia sido impugnada.

Ele permanece, porém, com uma forte taxa de impopularidade entre os partidários da revolução popular, especialmente os jovens. Na quarta-feira, na abertura do primeiro turno, ele foi vaiado e atacado com vários sapatos lançados contra ele por eleitores.
 

 

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