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Síria/ Violência

Vence ultimato feito por rebeldes sírios a Bashar al-Assad

Vence nesta sexta-feira ultimato dato por rebeldes a Bashar al-Assad.
Vence nesta sexta-feira ultimato dato por rebeldes a Bashar al-Assad.
Texto por: RFI
3 min

O ultimato dado pelos rebeldes sírios para que o regime de Bashar-al Assad cumpra o plano de paz da ONU vence nesta sexta-feira. Para não esquecer as 48 crianças mortas no massacre de Houla, há uma semana, a oposição síria convocou para hoje novas manifestações em todo o país.

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Doze pessoas foram executadas hoje, na região de Qousseir, no centro da Síria. Ontem, mais 44 pessoas morreram, 30 civis e 14 militares. A ONU alerta para o risco de uma guerra civil catastrófica, se a escalada de violência não parar.

Diante da repressão incessante, responsáveis do Exército sírio livre, oposição armada composta principalmente por desertores, exige que o regime aplique o plano de paz do emissário internacional Kofi Annan, que prevê o fim da violência.

Em mais uma atitude de desafio, o regime sírio divulgou o resultado preliminar da investigação aberta sobre o massacre de Houla e acusou supostos "grupos armados" pela tragédia.

Mentira flagrante, retrucou a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice. Observadores das Nações Unidas têm indícios de que o massacre foi provocado por milícias pró-regime. Mesmo se declarando horrorizado com o drama dos sírios, o governo americano declarou não ter meios para "por fim a todos os horrores do mundo".

Intervenção militar

O secretário geral da Liga Árabe Nabil al-Arabi, excluiu hoje a possibilidade de uma intervenção militar na Síria para acabar com a onda de violência no país.

Sem condições de enfrentar uma intervenção militar na Síria, americanos e europeus pensam numa solução para tirar o ditador Bashar al-Assad do poder. Para isso, será preciso contar com a Rússia e manobrar diplomaticamente Vladimir Putin.

O presidente russo encontra-se hoje com Angela Merkel, em Berlim, e janta com François Hollande, em Paris. Os líderes europeus vão pressioná-lo a aceitar uma solução negociada à saída de Bashar al-Assad, talvez com um exílio na Rússia, deixando o regime de pé em Damasco para instalar um governo de transição.

Junto com a Rússia, a China bloqueia no Conselho de Segurança da ONU uma resolução punitiva ao regime de Bashar al-Assad.
 

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