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Mubarak/Egito

Hospitalizado, Hosni Mubarak respira com ajuda de aparelhos

Ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak dentro da prisão do Tribunal do Cairo durante julgamento que decidiu por sua prisão perpétua neste sábado, dia 2 de junho.
Ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak dentro da prisão do Tribunal do Cairo durante julgamento que decidiu por sua prisão perpétua neste sábado, dia 2 de junho. Reuters
Texto por: RFI
2 min

O estado de saúde do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, encarcerado e sofrendo de crises nervosas desde sua condenação à prisão perpétua, agravou-se ainda mais nesta quarta-feira. O ex-líder de 84 anos se encontra sedado e respira com ajuda de aparelhos. Após sua chegada ao presídio de Tora, no último sábado, suas condições de saúde vêm piorando.

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Ontem à noite, a Mena, imprensa oficial do país, divulgou que o estado de saúde de Mubarak estava em “grave deterioração”. Ele se encontra na ala médica da prisão de Tora, mas deve ser transferido para um hospital militar.

Segundo um de seus advogados, o ex-presidente egípcio sofre de uma “depressão nervosa”. Ele teria passado mal ao receber a visita de sua mulher, Suzanne Thabet, e de suas duas noras na segunda-feira - o que o teria colocado em uma "profunda tristeza" e o levado a não se alimentar mais. Um de seus filhos, Gamal, que também está preso em Tora, foi transferido para uma cela mais próxima a de Mubarak.

O agravamento da saúde do ex-líder egípcio fez com que as autoridades penitenciárias pedissem a ajuda de uma equipe médica nomeada pelo ministério do Interior do país para atendimento personalizado. Desde então, ele está em observação e sob efeito de sedativos.

Condenação

Após dez meses de processo, o ex-presidente foi condenado, no último sábado, pelo Tribunal Penal do Cairo à prisão perpétua pelo massacre de cerca de 850 manifestantes durante a revolta de 2011 no país. Seu ex-ministro do Interior, Habib el-Adli, recebeu a mesma pena.

Durante a chegada à prisão de Tora, Mubarak  teve uma crise nervosa ao sair do helicóptero que o transportou. No final de semana, a Mena divulgou que o ex-ditador também estaria sofrendo de um câncer e crises cardíacas, mas muitos egípcios pensam que isso nada mais é que uma simples estratégia para conquistar a compaixão do povo.

 

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