Imprensa francesa

Rio 2016 será teste para credibilidade dos gestores brasileiros

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, desembarca na capital carioca com a bandeira olímpica nesta segunda-feira.
Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, desembarca na capital carioca com a bandeira olímpica nesta segunda-feira. REUTERS/Ricardo Moraes

Depois de receber o bastão de Londres, cuja organização dos Jogos foi considerada por todos como um grande sucesso, o Rio de Janeiro tem desafios imensos até 2016, afirma a edição desta terça-feira do diário econômicos Les Echos. Não faltaram os grandes clichês do país, com samba, carnaval e até Pelé, na cerimônia de encerramento dos Jogos, um lado festivo que o Brasil exibiu para compensar os fracassos esportivos, com decepções até no futebol, lembra o jornal.

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Mas o país, conhecido pelo grande senso de improviso, deverá contar muito mais que o voluntarismo para superar os enormes desafios principalmente em relação à infraestrutura, escreve o Les Echos. O orçamento inicial dos Jogos, de 11 bilhões de euros, deverá ser administrado com muito rigor ainda mais que os atrasos nas obras só vão aumentar os gastos.

O Rio vem tentando melhorar sua imagem de cidade violenta com certo sucesso diz o jornal, mas Londres mostrou que investimentos em segurança são muito importantes. Quatro anos parece longe.... mas a Copa do Mundo e os Jogos Mundiais da Juventude serão testes intermediários para o Rio e as Olimpíadas, segundo o Les Echos, será acima de tudo um teste de credibilidade para os organizadores e gestores brasileiros, mesmo se, à primeira vista, serão as mulatas dançando samba que continuarão a encantar o público.

O Libération traz em sua manchete a denúncia de que um em cada quatro protetores solares na França exibe um índice de proteção acima do que o constatado por testes de laboratório.

Já o Le Figaro dedica sua manchete principal uma entrevista com o arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin, que explica a intenção da Igreja Católica com uma oração a ser lida amanhã, dia do feriado de Assunção. A proposta nacional por uma oração aos fiéis, escrita pelo cardeal francês André Vingt-Trois, toca em temas sensíveis como a ação política, eutanásia e casamento gay.

Segundo o arcebispo Barbarin, a situação é grave e a oração tem um dimensão política. Aa defender que as crianças parem de ser alvo de disputa de adultos e se beneficiem do amor de um pai e de uma mãe, a Igreja espera que a oração não seja entendida como homofóbica, diz o líder religioso.
 

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