EUA/Tempestade

Isaac vira furacão e Obama decreta estado de emergência na Louisiana

Tempestade tropical Isaac se intensificou e se tornou um furacão categoria 1.
Tempestade tropical Isaac se intensificou e se tornou um furacão categoria 1. REUTERS/NOAA/GOES East
Texto por: RFI
3 min

A tempestade tropical Isaac avança no Golfo do México em direção ao estado norte-americano da Louisiana com ventos de 120 quilômetros por hora, anunciou nesta terça-feira o Centro americano de Furacões (NHC). Ela se intensificou nas últimas horas e se transformou em furacão. A população se prepara para possíveis estragos causados pelos fortes ventos e chuvas na mesma região que foi devastada pelo furacão Katrina em 2005.

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O presidente americano Barack Obama decretou estado de emergência no estado na segunda-feira. O alerta levou a população se preparar estocando água e alimentos, além de reforçar a proteção de suas residências.

Em coletiva de imprensa nesta terça, ele disse que é preciso "levar a sério” o incidente e “não correr riscos”. "Eu recomendo a todos os habitantes do Golfo do México a escutar as autoridades locais e a seguir seus conselhos, especialmente de houver ordem de evacuação", ressaltou.

Os ventos do Isaac devem se acentuar antes de chegar à cidade de Nova Orleans, ameaçada de fortes inundações. “Há um aumento no nível das águas e ameaças de enchentes na costa norte do Golfo do México”, anunciou o NHC em boletim nesta tarde.

Às 7h (no horário de Brasília), a tempestade estava a 170 quilômetros ao sul da nascente do Rio Mississipi e se dirigia para o nordeste da região com ventos de 110 quilômetros por hora. Segundo as previsões, a tempestade pode provocar inundações de até 3,6 metros na costa sudeste dos Estados Unidos.

Um dia de atraso

Em Tampa, na Flórida, o Partido Republicano poderá finalmente dar início nesta terça-feira à programação dos oradores, com um dia de atraso provocado pela tempestade. São três dias para convencer o eleitorado de que Mitt Romney e seu vice ultraconservador Paul Ryan formam a dupla ideal para ocupar a Casa Branca no lugar de Barack Obama.

Esta campanha republicana já é avaliada como a mais conservadora dos últimos 50 anos, com slogans e material de campanha copiados da campanha britânica ultraliberal de Margareth Thatcher na década de 70.
 

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