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Imprensa

A corrupção no esporte é tão ampla que assusta governos e entidades, diz Libération

Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 04
Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 04 liberation.fr
Texto por: RFI
3 min

O escândalo da manipulação de resultados no campeonato francês de handebol está na origem de uma ampla investigação do jornal Libération sobre os sites de aposta na internet e as conclusões são desanimadoras para os fãs e torcedores. Não apenas o handebol, mas o esporte de uma maneira geral está cada vez corrompido financeiramente, com casos de corrupção, lavagem de dinheiro ou pela ação das máfias.

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Do tênis ao torneios de dardos, a corrupção esportiva envolve bilhões e está cada vez mais preocupando os governos e as federações nacionais, avalia Libération.

Os jogadores do Montpellier, indiciados na terça-feira por manipular resultados de uma partida do campeonato francês de handebol são "peixes pequenos", escreve o jornal.

Os principais responsáveis pela corrupção esportiva estão em um outro nível, bem mais alto, e são muito mais perigosos que os jogadores das quadras. São mafiosos de várias nacionalidades que promovem uma lavagem de somas faraônicas de dinheiro em apostas que vão do críquete na Inglaterra até jogos de bilhar ou de futebol da terceira divisão belga.

O fenômeno ganhou tal dimensão que assusta os Estados e os órgãos que lutam contra o crime organizado afirma Libération. Como exemplo, o jornal lembra que o escândalo do ano passado envolvendo a primeira divisão do futebol italiano revelou que o preço para "comprar" um resultado de uma partida foi avaliado em € 400 mil.

Le Figaro estampa em sua manchete fotos de vários dirigentes de empresas que estão revoltados com a alta dos impostos anunciada pelo governo francês para reduzir o déficit público. Donos de micro e pequenas empresas, start-ups, grandes executivos, investidores... A ira contra o programa fiscal do governo aumenta, escreve o jornal conservador.

O diário econômico Les Echos informa que o governo francês já está recuando diante da indignação dos empresários e criadores das start-ups, empresas voltadas para a internet. Várias opções estão sendo estudadas para aliviar a taxação sobre os lucros com a cessão de ativos financeiros, escreve o jornal.

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