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Imprensa

Diálogo com oposição é principal desafio de Obama, diz imprensa francesa

La réélection de Barack Obama à la présidence des Etats-Unis est à la Une de la presse française et internationale.
La réélection de Barack Obama à la présidence des Etats-Unis est à la Une de la presse française et internationale. REUTERS/Chip East
Texto por: Kênya Zanatta
2 min

Como não poderia deixar de ser, os jornais franceses desta quinta-feira comentam a reeleição de Obama e os desafios que o presidente americano deverá enfrentar nos próximos quatro anos. Segundo a imprensa, o diálogo com a oposição republicana será uma etapa fundamental para que o democrata consiga finalmente realizar as reformas necessárias para tirar seu país da crise.

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"Obama retoma o combate", diz a manchete de Libération. "Durante seu segundo mandato, o presidente americano deverá reunificar um país mais do que nunca dividido", alerta o jornal progressista, explicando que o grande desafio será a negociação com os republicanos da Câmara dos Representantes para fazer com que suas reformas sejam aprovadas.
"O voto popular mostra uma divisão aritmética do país em dois campos inimigos, profundamente divididos no que diz respeito a valores tão fundamentais quanto o papel do Estado, os limites da solidariedade ou o peso dos impostos", diz o editorial.
Por uma vez o jornal conservador Le Figaro está de acordo com Libération. "Barack Obama foi reeleito mas os problemas que ele enfrenta há quatro anos permanecem", diz o editorial desta quinta-feira, que insiste na na necessidade para o presidente americano de estabelecer um diálogo com seus opositores republicanos.
"Obama, uma nova partida" é o título de La Croix. Em seu editorial, o jornal católico lembra que há quatro anos a comoção provocada pela vitória de Obama tinha muito a ver com a cor de sua pele: "o mundo comemorava a eleição de um negro à presidência da maior potência mundial". Hoje, essa questão se tornou quase secundária. "O importante é que a difícil crise econômica e financeira não impediu sua reeleição. Muitos de seus colegas europeus teriam gostado de ter a mesma sorte", escreve o diário.
La Croix afirma que com Obama os americanos tomaram gosto por um Estado mais presente no campo social e na regulação do mercado financeiro, uma influência europeia que, no entanto, não os fez abandonar o empreendedorismo tipicamente americano.
"O que ele vai fazer de sua vitória?", Questiona a manchete de L'Humanité. O editorial do jornal comunista aponta que Obama não enfrentou em seu primeiro mandato o "mal profundo" dos Estados Unidos e de todos os países capitalistas atualmente em crise: a dominação da vida pública pela finança. L'Humanité comemora ainda o avanço das ideias progressistas nos diferentes referendos locais que aprovaram, por exemplo, o casamento entre homossexuais em alguns estados americanos.
"O verdadeiro senhor do mundo é ele", diz a manchete do jornal popular Aujourd'hui en France, que traz em sua primeira página uma foto de Xi Jinping. Alta autoridade do Partido Comunista Chinês, ele deve ser designado para liderar a segunda maior economia do mundo pelos próximos dez anos.
 

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