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França/ Mali

França não confirma morte de líder do Al Qaeda no norte da África

Imagem de Abou Zeid feita em dezembro. O líder do grupo terrorista Aqmi poderia ter sido morto pelo exército francês.
Imagem de Abou Zeid feita em dezembro. O líder do grupo terrorista Aqmi poderia ter sido morto pelo exército francês. FP PHOTO / SAHARA MEDIA
Texto por: RFI
3 min

A França se recusou nesta sexta-feira a confirmar a morte de Abdelhamid Abou Zeid, um dos principais chefes do braço da rede terrorista Al Qaeda no norte da África, o Aqmi. A televisão argelina Ennahar afirmou na noite de quinta-feira que o exército francês mobilizado no norte do Mali teria assassinado o Abou Zeid.

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“Esta informação deve ser vista no condicional, nós não temos confirmação oficial”, declarou a porta-voz do governo francês, Najat Vallaud-Belkacem. “Nossas forças estão envolvidas em operações extremamente difíceis. Tudo é importante, inclusive a informação. Eu acho que é necessário ser extremamente prudente”, disse à televisão francesa.

“Eu não vou confirmar as informações que circulam, porque temos que ir até o fim da operação”, declarou o presidente francês François Hollande, durante um discurso. Segundo ele, a ofensiva entrou em sua última fase, “provavelmente a mais delicada”. Próximos ao presidente afirmaram que era da responsabilidade das autoridades malinesas identificar os alvos das ações militares em seu território.

Uma autoridade militar francesa, que preferiu não falar de maneira específica sobre Abou Zeid, confirmou à agência France Presse que cerca de quarenta militantes islâmicos foram mortos nesta semana durante violentos combates perto da fronteira argelina.

O site do canal de televisão argelino Ennahar TV, citando “fontes seguras”, anunciou quinta-feira à noite que soldados franceses descobriram os corpos de “40 terroristas, entre eles o de Abou Zeid”, após violentos combates nas proximidades de Tigharghar.

O jornal argelino El Khabar informa nesta sexta-feira que testes de DNA foram feitos na Argélia, utilizando material recolhido em membros da família do chefe da organização terrorista, para confirmar sua identidade.

Abou Zeid, que se chama na verdade Mohamed Ghedir, de 45 anos, é considerado como um dos chefes mais radicais dos grupos islâmicos do norte do Mali. Ele é suspeito de vários sequetros de ocidentais na região. Entre eles, o do inglês Edwin Dyer, executado em junho de 2009, e de cinco Franceses em setembro de 2010, no Níger, em um sítio onde o grupo francês Areva explora urânio. Quatro franceses ainda estão nas mãos do Aqmi e poderiam estar presos na zona onde Abou Zeid teria sido encontrado.
 

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