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Vaticano/conclave

Data do início do conclave para eleger novo papa será definida hoje

O cardeal espanhol Amigo Vallejo (esquerda) e o brasileiro Geraldo Agnelo chegam o quinto dia consecutivo de reuniões no Vaticano.
O cardeal espanhol Amigo Vallejo (esquerda) e o brasileiro Geraldo Agnelo chegam o quinto dia consecutivo de reuniões no Vaticano. REUTERS/Dylan Martinez
Texto por: RFI
3 min

O conclave que vai eleger o sucessor de Bento 16 começará na próxima semana e a data será definida nesta noite, anunciou o Vaticano nesta sexta-feira. Hoje é o quinto dia de reuniões dos cardeais a portas fechadas, que acontece após a demissão histórica do Papa Bento 16.

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O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse na tarde de hoje que o conclave acontecerá "nos primeiros dias da semana que vem, não amanhã ou domingo, mas segunda, terça, quarta…". Ele garantiu que a data precisa será anunciada ainda nesta sexta-feira à noite.

Reunidos desde segunda-feira, os cardeais se dividem entre as discussões sobre os problemas da Igreja Católica, da escolha do sucessor de Joseph Ratzinger e da escolha da data para o conclave.

Dois campos

De acordo com a imprensa europeia, dois campos começam a se definir entre os partidários de uma reforma na Igreja Católica e favorável à eleição de um papa italiano, e a vanguarda da Cúria que dá preferência à um papa estrangeiro. Enquanto a primeira prega mudanças profundas no funcionamento da instituição, a segunda defende o sistema atual.

Para o jornal italiano Repubblica, a primeira vertente tem como preferido o cardeal italiano Angelo Scola, que seria apoiado por muitos religiosos estrangeiros, entre eles o cardeal austríaco Christoph Schönborn e outros cardeais americanos.

O segundo grupo seria majoritariamente integrado por italianos, liderado pelo cardeal Angelo Sodano e teria o apoio do secretário de Estado Tarcisio Bertone. Para o jornal, este bloco integraria inclusive "inimigos que se aliaram a favor do brasileiro Odilo Scherer".

No entanto, o Corriere della Sera acredita que os cardeais da Cúria se crêem fortalecidos pelo fato de que Scherer tem um governante italiano a seu favor. O jornal lembra do rumor que existe que o apoio da Cúria, que não está no auge de sua popularidade, pode "queimar um candidato".

 

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