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Imprensa

Caso do atirador de Toulouse muda serviços de inteligência na França

Reprodução de vídeo com a imagem do atirador de Toulouse Mohamed Merah.
Reprodução de vídeo com a imagem do atirador de Toulouse Mohamed Merah. © France 2
Texto por: Cíntia Cardoso
2 min

Dois dos principais jornais franceses -Le Monde e Libération- revisitam o caso de Mohamed Merah, o jovem com ligações terroristas que matou sete pessoas no ano passado em Toulouse, sul da França, nas edições desse sábado. Um ano após os assassinatos cometidos pelo atirador e a sua morte pela polícia, as famílias das vítimas pressionam por clareza nas investigações.

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O jornal Le Monde avalia que o caso colocou os serviços de inteligência franceses na berlinda e os obrigou a ser mais eficientes. Em um ano, o número de prisões preventivas de pessoas suspeitas de envolvimento em grupos terroristas passou de 47, em 2011, para 78 no ano passado. O jornal avalia que o caso de Mohamed Merah, que matou 3 militares e um professor e três crianças de uma escola judaica, instaurou uma "nova era" na luta contra o terrorismo na França. Ano passado, os serviços secretos franceses foram muito criticados por terem feito "vista grossa" às investigações sobre Merah que, mesmo antes dos crimes, já havia mostrado indícios de ligação com o terrorismo.

O jornal Libération afirma que as famílias das vítimas contestam, justamente, essa "cegueira" das autoridades francesas que deveriam cuidar do combate ao terrorismo. O ministro do Interior da época, Claude Guéant, admitiu que os serviços de inteligência foram "enganados" por Merah. Manuel Valls, que ocupa a pasta atualmente, também reconheceu que houve falhas.

O Libé enviou um repórter ao Paquistão para seguir a pista de jovens que, como Merah, viajam para o país para receber treinamento em campos terroristas. O jornal revela que essas redes terroristas são muito bem organizadas e são extremamente cautelosas no recrutamento de jovens. Prova disso, é que, até o momento, quase nada foi descoberto sobre a passagem de Merah pelo Paquistão em 2010.

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