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Venda histórica da Airbus é vitória da indústria europeia

O presidente do construtor europeu Airbus, Fabrice Brégier e presidente da Lion Air, Rusdi Kirana assinaram contrato de 18,4 bilhões de euros no em presença do presidente francês, François Hollande.
O presidente do construtor europeu Airbus, Fabrice Brégier e presidente da Lion Air, Rusdi Kirana assinaram contrato de 18,4 bilhões de euros no em presença do presidente francês, François Hollande. REUTERS/Philippe Wojazer
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A venda histórica de 234 aviões do modelo Airbus A 320 dividiu as manchetes da imprensa francesa desta terça-feira com as preocupações sobre a impopularidade crescente do governo do presidente François Hollande.

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O jornal econômico Les Echos escreveu em sua manchete que a fabricante Airbus é o símbolo de uma indústria europeia vencedora. O contrato, de 234 aparelhos, é inédito pela quantidade e também pelo valor da operação, acima de 18 bilhões de euros, escreve o jornal. Significa também uma grande vitória da Airbus sobre a americana Boeing.
Mas Les Echos também alerta para essa multiplicação de megacontratos, já que implica em uma sobrecarga de trabalho para a construtora e seus fornecedores. Além de questionar os riscos sobre o ritmo de produção de tantos aparelhos para as empresas terceiradas, o jornal econômico questiona se não está sendo criada uma bolha especulativa no comércio de aviões.

Airbus nas nuvens. Com esse título, o católico La Croix comemora a assinatura do contrato entre a fabricante de aviões e a companhia aérea de baixo custo Lion Air, da Indonésia. Com mais de 5 mil aeronaves em seu carnê de pedidos, a Airbus, chamada pelo jornal de vitrina da indústria europeia, vai multiplicar a contratação de empregados.

La Croix também informou que a Lion Air integra a lista negra da Comissão Europeia que impede a companhia de voar no continente devido à falta de segurança. Mas o assunto não foi evocado durante a assinatura ontem do contrato, diz o jornal.

O Libération destacou que a venda dos aviões foi uma ótima operação de comunicação para o presidente François Hollande, já que neste momento o país enfrenta uma crise e o chefe de estado tem poucas oportunidades de participar de anúncios positivos. O negócio caiu como uma luva para Hollande, escreveu o Libé lembrando que há muito tempo o Palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa, não organizava uma cerimônia de assinatura de um contrato de caráter puramente privado.

A imagem impopular do governo François Hollande é destaque em dois jornais. O Aujourd'hui en France diz que o chefe de estado está sob pressão e lista uma série de motivos que vão de baixa popularidade até a relação conflituosa de seu governo com o Partido Socialista. Hollande deve reagir rápido, alertam políticos ouvidos pelo Aujourd'hui en France.

Já o Le Figaro afirma em manchete que a preocupação aumentou na esquerda francesa após a derrota, neste domingo, da candidata socialista no primeiro turno de uma eleição legislativa local. Ela foi eliminada pela extrema-direita. O resultado demonstra a desconfiança dos eleitores de esquerda e confirma a queda impressionante de popularidade de François Hollande. Seu partido admite que os franceses estão decepcionados com seu governo, sugere o Le Figaro.
 

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